Gavazzoni lança livro sobre sustentabilidade e reforma de Estado

Na próxima terça-feira (31), o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Marcos Gavazzoni,  lança o livro “Sustentabiliade, governança e reforma do Estado”, às 19 horas, no Centro Integrado de Cultura (CIC).

Com 158 páginas, a publicação buscar aprimorar os modos de desenvolvimento ecologicamente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis aplicando os conceitos e critérios de sustentabilidade na gestão pública. O intuito do autor é promover uma governança, democrática, acessível e sustentável na administração pública é a base do paradigma aqui proposto.

Na oportunidade, o servidor público Júlio Marcelino e o juiz Alexandre Moraes da Rosa também participam da noite de autógrafos. O lançamento das publicações é feito pela editora Empório do Direito.

convite

Sindiauditoria sorteia livros sobre sustentabilidade e contratações públicas

O auditor interno do Poder Executivo Thiago Pereira de Freitas, integrante da Diretoria de Auditoria Geral (DIAG) da Secretaria de Estado da Fazenda, lançou no fim do ano passado o livro “Sustentabilidade e as Contratações Públicas?”. OSindiauditoria sorteará dois exemplares do livro para os usuários que participarem da promoção, na página do Facebook, até sexta-feira (20).

Segundo Freitas, o livro trata, entre outros tópicos, da importância que aquisições governamentais sejam baseadas também no aspecto da sustentabilidade. “Acho que o mais importante de toda a pesquisa foi chegar à conclusão que a administração pública adquire bilhões e bilhões de reais em compras das mais variadas, assim sendo, deve fazer suas aquisições não mais baseadas apenas no menor preço da proposta, mas sim, sob o aspecto da sustentabilidade”, afirma. E continua: “De que adianta o governo comprar um produto que tem seu preço de aquisição mais em conta, se ao final de sua vida útil o preço de descarte do produto é grande?”, questiona.

Por fim, o autor propõe a quebra de um dos maiores paradigmas das contratações públicas brasileiras, qual seja: o do menor preço. Há que se dar às diretrizes que balizam as compras governamentais os rumos da sustentabilidade. A Nova Vantajosidade ou a Vantajosidade Sustentável é uma nova proposta para as contratações públicas, que obrigatoriamente devem observar os parâmetros sustentáveis, sem se preocupar cegamente com o menor valor de aquisição.

O material é resultado das pesquisas feitas durante os mestrados em Ciência Jurídica, na Universidade do Vale de Itajaí (UNIVALI), e em Direito Ambiental e da Sustentabilidade, na Universidade de Alicante, na Espanha. Para agosto deste ano, Thiago planeja lançar seu segundo livro chamado “O que é sustentabilidade?”.

Serviço

Título –  “Sustentabilidade e as Contratações Públicas?”, de Thiago Freitas

Editora –  Livraria e Editora Lumen Juris

Páginas – 178

Valor – Em média R$ 56 (Disponível na loja online das livrarias Saraiva e Cultura).

Com informações da Ascom da Secretaria de Estado da Fazenda 

 

ENTREVISTA: “Novos valores e uma nova cultura são uma necessidade latente da sociedade”

Nesta entrevista, o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Marcos Gavazzoni, conversa sobre a tese de doutorado “Sustentabilidade, governança e reforma no Estado de Santa Catarina”, que defendeu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O trabalho foi aprovado com distinção e louvor.

SINDIAUDITORIA – O Estado precisa de uma reforma para aderir aos novos conceitos de sustentabilidade? Ou o senhor acredita que essa é uma evolução que ocorrerá com o tempo?

Gavazzoni – Trabalhar com a governança pública, como modelo de gestão que busca a eficiência e a maximização da gestão, baseada na sustentabilidade, é um processo dinâmico de desenvolvimento político e vida pública; uma capacidade do Governo reformular suas ações, de forma eficaz, transparente e compartilhada, com a sociedade civil. As práticas de governança vão dialogar com os princípios sustentáveis, principalmente no tocante a padrões éticos e valores sociais, por meio de decisões que reflitam os interesses da sociedade. Deve haver um equilíbrio entre as questões econômicas, socais e ambientais, por meio de um trabalho sistêmico e participativo do Estado, dos municípios e da sociedade.

SINDIAUDITORIA – De que forma o senhor avalia a aplicabilidade da tese no dia-a-dia da administração pública?

Gavazzoni – As ações para aplicação dessa tese requerem um trabalho conjunto, não só do Estado, como também da sociedade. Investimentos são inevitáveis, além da mudança de pensamento do conjunto dos gestores. Da mesma forma, novos valores e uma nova cultura são uma necessidade latente da sociedade, que vai cobrar do poder público uma mudança de paradigma.

SINDIAUDITORIA – Com base no seu trabalho, que exemplos de harmonização da gestão pública com as necessidades sociais podemos destacar em Santa Catarina?

Gavazzoni – Um exemplo prático é a questão da saúde. Com a recente implementação do novo plano de gestão da saúde, já se pode verificar mudanças no tocante à organização da demanda de atendimento e da administração eficiente de recursos. Outro exemplos de ação sustentável e de boa governança seria a criação de “mini- metrópoles”, com o apoio do governo estadual e federal, para o desenvolvimento regional, que se complementam não pela extensão territorial, mas pela gestão conjunta das necessidades sociais, econômicas e ambientais de cada região. Santa Cataria enfrenta um problema com a distribuição demográfica, por exemplo, faltando muitas vezes no campo a mão de obra. Por isso é necessário encontrar mecanismos para impulsionar a economia e o desenvolvimento rural, como o investimento em pesquisa e preparo de pequenos agricultores de forma a não prejudicar o solo e trazer mais rentabilidade e produção, linhas de crédito e incentivos. Investimentos em geração de energias renováveis e limpas; políticas de inclusão social pelo trabalho por meio de cooperativas; adoção de meios eletrônicos para processos e procedimentos internos e externos, contribuindo para a preservação ambiental e inclusão social – com o acesso a todos; priorizar produtos com certificação ambiental nas compras públicas.

SINDIAUDITORIA – Quanto tempo o senhor dedicou ao curso de doutorado? E como foi conciliar o estudo com as obrigações do cargo que ocupa?

Gavazzoni – O Doutorado teve duração de quatro anos. Nesse período passei por experiências profissionais diferentes na Fazenda e na Celesc, agora novamente da SEF. Conciliar o estudo com as obrigações do cargo foi possível graças a muita disciplina e leitura orientada, além do apoio direto do meu orientador, prof. Dr Orides Mezzaroba, e de outros professores e colegas com quem pude trocar informações e discutir algumas linhas de pensamento no decorrer do trabalho. É uma conquista que com orgulho compartilho com todos aqueles que me deram suporte teórico e apoio moral.

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