Combate à corrupção e à lavagem de dinheiro em destaque no Encontro Nacional de Controle Interno

Como melhorar a gestão dos gastos públicos, implementar políticas mais efetivas de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, além de aumentar a transparência dos órgãos públicos brasileiros foram alguns dos temas debatidos no primeiro dia do XVI Encontro Nacional de Controle Interno, que iniciou nesta quarta-feira (29), no Amapá. O evento é realizado pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em parceria com a Controladoria-Geral do Estado do Amapá (CGE/AP), que também é responsável pela presidência da Junta Fiscal do Conaci.

Durante o evento, nesta quinta-feira (30), o Conaci convocou todos os membros presentes para a entrega de uma placa personalizada, em agradecimento pela contribuição nesta edição do maior evento de Controle Interno Governamental do Brasil. O auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra recebeu a homenagem em nome do Estado de Santa Catarina, acompanhado dos colegas Frederico da Luz e Marisa Zikan.

Com o tema “Controle Interno nos 30 anos da Constituição Federal de 1988”, o encontro teve dois dias de discussões com a participação de profissionais, especialistas, professores e servidores públicos de 20 Estados brasileiros, que compartilharão conhecimentos e experiências sobre a implementação de políticas de controle interno e gestão pública, e aperfeiçoamento das ações preventivas de controle interno.

De acordo com o controlador-geral do Amapá, Otni Alencar, o Estado foi escolhido para sediar o evento por ter se tornado referência nacional em controle interno. “O Amapá está no centro das discussões porque conquistou grandes avanços, como a regulamentação da lei de acesso à informação, o sistema de controle interno integrado dos poderes, onde todos sentam para discutir, de forma harmônica, sobre o controle interno. E o Conaci, reconhecendo esses avanços, decidiu realizar aqui esse grande encontro nacional”, frisou Alencar.

O presidente do Conaci, Álvaro Fakredin, destacou que o momento também servirá para avaliar os avanços no controle interno brasileiro nos últimos 30 anos, celebrando o marco dos 30 anos da Constituição Federal de 1988. “Além de avaliar os avanços, vamos contar com a experiência de grandes profissionais para aperfeiçoar essa matéria constitucional no âmbito das esferas municipais e estaduais, ou seja, os temas que serão apresentados aqui serão o que temos de melhor nesse assunto”, destacou o presidente.

O secretário federal de Controle Interno, Antonio Carlos Bezerra Leonel, lembrou que essa discussão ocorre em um momento bastante oportuno, justamente quando o Brasil está definindo os nomes que deverão administrar o país nos próximos anos. “É importante que o país esteja preparado para fornecer esse tipo de auxílio no controle interno”, ressaltou Leonel.

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De Santa Catarina, participam do evento os auditores internos Rodrigo Stigger Dutra, Marisa Zikan e Frederico da Luz

Debates

A programação iniciou com a Conferência Magna de Abertura – A História do Controle Interno desde a Constituição Federal de 1988. O debate seguiu com a realização de seis painéis de discussão, que abordaram temas relacionados ao combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, o controle interno como instrumento de governança e o fortalecimento e empoderamento do controle interno.

À tarde, o destaque foi a palestra da coordenadora-geral de Articulação Institucional do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, que explicou como é construída a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA). Ela discorreu sobre os marcos legais já em vigor. Também apresentou ferramentas tecnológicas para identificação de ações para lavar dinheiro.

Reunião Técnica

Nos dias 30 e 31 de agosto acontece, também, a 28ª Reunião Técnica do Conaci, momento em que os membros do conselho discutem temas técnicos e deliberam sobre os assuntos administrativos.Na ocasião, diversos representantes governamentais de controle interno da União, Estados e capitais brasileiras debaterão assuntos relacionados ao fortalecimento do setor, bem como deliberações e articulações para implementação de melhorias de gestão.

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O presidente do Conaci, Álvaro Fakredin, entregou para o Estado de Santa Catarina um agradecimento pela contribuição nesta edição do maior evento de Controle Interno Governamental do Brasil. O auditor interno Rodrigo Stigger Dutra recebeu a placa em nome de todos os colegas da Auditoria Geral da Fazenda

O Conaci

Atualmente, a instituição é composta 49 membros, representantes de secretarias de controle interno, auditorias gerais e ouvidorias gerais de 27 Estados, Distrito Federal, União e 19 capitais. Sua atuação se dá a partir do intercâmbio de conhecimentos, práticas e informações, possibilitando um trabalho conjunto para a formulação, implementação e avaliação de políticas nacionais de controle e gestão. Fazem parte de suas atividades a coordenação e articulação das ações de interesse dos órgãos de controle interno, a realização de debates e eventos de interesse dos órgãos de controle interno, a coordenação e o desenvolvimento de programas e projetos voltados à construção de mecanismos de controle que possibilitem ao país avançar econômica e socialmente, aproximando o poder público dos cidadãos.

Com informações do Conaci 

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Seminário abre a programação da 27ª Reunião Técnica do em BH

O Seminário “30 anos da Constituição – A Evolução do Controle” deu início na manhã desta quinta-feira (7) à programação da 27ª Reunião Técnica do CONACI (Conselho Nacional de Controle Interno ), em Belo Horizonte. Os auditores internos do Poder Executivo Frederico da Luz, Marisa Zikan da Silva e Rodrigo Stigger Dutra participam do evento que reune dezenas de pessoas no auditório JK.

Na oportunidade, ao abrir o seminário alusivo aos 30 anos da Constituição de 1988, a ser celebrado no dia 5 de outubro, o presidente do CONACI, Álvaro Fakredin, fez uma retrospectiva do trabalho do Controle Interno ao longo da história da república, até hoje. “Como se vê, a história começou muito antes da criação da Constituição, criando uma espécie de ‘colchão’ sobre o qual surgiram os princípios de controle que adotamos e norteiam nosso trabalho a partir de então”, explicou.

O pronunciamento do Controlador-Geral do Município de Belo Horizonte, Leonardo de Araújo Ferraz, ressaltou a importância em se debater o tema proposto no seminário, nesse momento histórico da Constituição. Para Ferraz, “É importante que seja trabalhada a ideia de diálogos interinstitucionais, a questão da relação entre os órgãos de controle, somando esforços na busca do objetivo comum”, disse.

Participaram da solenidade de abertura o Vice-Prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac; o Ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, Wagner de Campos Rosário; o Presidente do CONACI, Álvaro Fakredin, o Controlador-Geral do Estado de Minas Gerais, Eduardo Martins de Lima; o Procurador-Geral do Município de Belo Horizonte, Tomaz de Aquino Resende; o Controlador-Geral do Município de Belo Horizonte, Leonardo de Araújo Ferraz; o Superintendente da Controladoria Regional da União no Estado de Minas Gerais, Breno Barbosa Cerqueira Alves e o Promotor de Justiça e Coordenador da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte, Leonardo Duque Barbabela.

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Esta edição é organizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG), Controladoria-Geral do Municío (CTGM-BH) e pelo CONACI

Auditor Interno da DIAG participa de missão na Indonésia com o Conaci

A delegação do Conaci começou as atividades da sua visita técnica à Indonésia, nesta segunda-feira (23), com um encontro na Auditoria Interna do Governo Nacional (BPKP). O auditor interno do Poder Executivo, Rodrigo Strigger Dutra, faz parte do grupo que está visitando o país nesses dias para conhecer os avanços realizados no setor. A agenda deste primeiro dia foi com o presidente da BPKP, Ardan Adiperdana, o secretário Dadang Kurnia e a representante do Banco Mundial na Indonésia, Novira Asra.

Durante o encontro, Adiperdana ressaltou a importância de compartilhar as informações e que governo indonésio prioriza o desenvolvimento do IA-CM (Implementação do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna) com o objetivo de auxiliar os gestores na implementação das políticas públicas. Eles consideram o accountability e a transparência como pilares da boa governança. Após a abertura, os brasileiros foram presenteados com um placa com a seguinte mensagem “Membangun Good Governance, Mewujudkan Clean Goverment” – Construir Boa Governança, Perceber Governo Limpo.

Além do representante catarinense, a delegação é composta por membros da Controladoria Geral do Distrito Federal (CGDF) e do CONACI. Em nome de todos, a controladora-geral adjunta da CGDF, Liane Vasconcelos de Araújo Angoti, agradeceu a receptividade e enfatizou a importância da missão técnica de conhecer uma experiência bem sucedida no avanço das boas práticas de gestão para órgãos de auditoria interna de acordo com o IA-CM.

Entre os pontos importantes desse encontro, a delegação brasileira destaca a importância da disciplina e da organização, além de uma base normativa sólida que estabeleceu as diretrizes e ferramentas para o avanço da capacidade institucional da auditoria interna do Governo da Indonésia, aliado a um planejamento de longo prazo.

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Encontro com a equipe do BPKB e representante do Banco Mundial na sede

Programação

A primeira apresentação abordou o tema “A Capacidade das Unidades de Auditoria Interna do Governo da Indonésia”, ministrada pelo chefe da Agência de Supervisão de Finanças e Desenvolvimento, Adi Gemawan. O enfoque foi dado aos esforços para melhorar a efetividade da auditoria interna no setor público. O diretriz nacional é que 85% das 627 unidades de auditoria interna que adotam o IA-CM atinjam o nível 3 em 2019, sendo que em abril de 2018, 20% das unidades já alcançaram esta meta.

Em seguida, a apresentação realizada por Bea Rejeki Tirtadewi tratou sobre o “Sistema de Controle Interno do Governo da Indonésia” et demonstrou a importância do avanço em maturidade em controle interno para prover segurança razoável do atingimento dos objetivos organizacionais.

Na última apresentação do dia, o chefe da Área de Políticas, Leis, Pessoas e Desenvolvimento, Ernadhi Sudarmanto, falou sobre o “Desenvolvimento Profissional do Auditor Interno Governamental”. Entre outras coisas, ele apresentou os aspectos que considera fundamentais para a atuação do auditor interno, tais como: treinamentos, certificação, plano de carreira, avaliação de desempenho, entre outros.

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Primeiro secretário, Dadang Kurnia, recebe os brasileiros para dar boas vindas