Santa Catarina participa do workshop de Controle Interno promovido pelo Banco Mundial em Brasília 

Os grupos de trabalho do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno)  se reuniram novamente esse ano, desta vez na Capital federal durante os dias 15 e 16 de junho. O Banco Mundial recebeu os participantes na sede da organização para um workshop sobre controle interno. De Santa Catarina, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra participou do evento que contou também com a participação de gestores e de controladores de vários estados do Brasil e representantes do Ministério da Transparência e do SERPRO.

A abertura foi realizada por Rafael Munoz, líder do Setor Público de Governança para o Brasil do Banco Mundial, Flávio Jucá, vice-Presidente do CONACI, e Lúcio Carlos de Pinho, controlador-geral do DF. Munoz recordou as mudanças que o Brasil tem passado e defendeu a aprovação do PL nº 295, que estabelece novas regras para a elaboração de orçamentos públicos e normas para o controle de gastos e a contabilidade pública. “A nova lei de finanças públicas muda muito, mas muda para melhor”, disse. Jucá destacou a importância da parceria entre o CONACI e o Banco Mundial e os avanços que os estados têm apresentado. “A parceria Banco Mundial e CONACI tem servido para fincar estacas e não retroceder”, disse.

O controlador-geral do Distrito Federal (CGDF), Lúcio Pinho, fez breve relato sobre a evolução da CGDF nos últimos três anos, avaliando sua participação junto ao Conaci, e frisou a relevância da implantação do modelo de capacidade de auditoria interna IA-CM, responsável por alavancar a atuação da CGDF e impulsioná-la a ser exemplo como órgão de controle interno e gestão. Pinho afirmou que o IA-CM deve ser adotado pelos órgãos de controle em todo o país, com o respaldo do CONACI, de forma a aperfeiçoar o sistema de controle interno nacional.

Liane Angoti, controladora adjunta do DF, apresentou as ações do Grupo de Trabalho Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), o qual é coordenado pela CGDF, e teve outras duas participações: “Impacto das Mudanças no IA-CM”, e “apresentação da experiência da visita técnica à Indonésia”. Segundo Liane, o workshop foi mais um passo para juntar as ilhas de excelência espalhadas pelo Brasil em prol da melhoria do controle interno de todo o país.

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O auditor interno Rodrigo Stigger Dutra representa Santa Catarina nas ações do Conaci e do Banco Mundial

Programação

O encontro ainda teve as apresentações dos grupos de trabalho Normas Profissionais, Treinamento e Certificação, Legislação, e Seminário de Conscientização e Promoção do Controle Interno. Também ocorreram as palestras: “Identificar as melhores práticas de gestão de riscos e outras iniciativas adotadas”, por Rodrigo Fontenelle do Ministério do Planejamento; Ambitious Module do IA-CM e TCC, com Carlos Moraes de Jesus do Serpro; Impacto da Lei da Estatais Federal / Estados e como o TCU/CONACI/CGU têm interagido, com Jetro Coutinho (TCU) e Rogério Reis (CGU); Lei de Finanças Públicas – Desafios aos órgãos de controle interno, com Alexandre de Sales Lima (CGU); e Estágio de adoção do IA-CM nos estados e municípios.

Com informações da Assessoria de Comunicação da CGDF

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Exemplo da Indonésia

A jornalista Janine Alves publicou na edição de hoje uma entrevista exclusiva com o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra sobre a missão internacional que ele participou na Indonésia.

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Para ler a entrevista completa, clique aqui.

“Os caminhos encontrados pelos indonésios devem ser levados em consideração por nós”

Recém chegado da Indonésia, onde participou de uma visita técnica, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra compartilha um pouco da sua experiência em mais essa missão internacional. A iniciativa faz parte de uma parceria do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e do Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM (Internal Audit Capability Model). Participaram dessa etapa, de 19 a 29 de abril, os estados de Santa Catarina e do Distrito Federal.

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Essa é a segunda missão internacional que o o auditor interno  Rodrigo Stigger Dutra intégra junto com o Conaci e o Banco Mundial

Por que a Indonésia? 

As atividades desenvolvidas pelo Conaci estão fortemente caracterizadas pelo intercâmbio de conhecimentos, práticas e informações, possibilitando um trabalho conjunto para a formulação, implementação e avaliação de políticas nacionais de auditoria, controle e gestão. O Conselho mantém parceria com o Banco Mundial com vistas ao fortalecimento dos sistemas de controle interno no Brasil. Um dos principais trabalhos em curso no âmbito dessa parceria diz respeito à implantação e desenvolvimento do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna IA-CM (Internal Audit Capability Model), projetado para implementar e institucionalizar uma atividade de auditoria interna eficaz, aspecto estratégico para a obtenção de uma boa governança no setor público. Em razão de sua atuação global, o Banco Mundial possui condições de identificar países nos quais a realidade econômica e social assemelha-se ao caso brasileiro e cujas experiências em auditoria interna e controles internos podem constituir-se em cases inspiradores para o fortalecimento dos sistemas de controles internos brasileiros. É o caso da Indonésia, país que há alguns anos promove a utilização do IA-CM como ferramenta para melhoria da atuação da atividade de auditoria interna e tem por meta para 2019 que ao menos 85% das unidades de auditoria interna que utilizam o IA-CM atinjam o nível 3 do referido modelo (caracterizado pela gestão de auditoria interna e práticas profissionais bem estabelecidas e uniformemente aplicadas).

Quais iniciativas podem ser replicadas no Brasil? Em qual contexto?

Vivemos tempos onde as pessoas colocam como prioridade nacional a prevenção e o combate à corrupção. Mas como fazê-lo de maneira consistente e continuada? Acredito que um bom caminho está no fortalecimento das instituições, da consolidação de uma governança pública de alto nível. A Auditoria Interna pode desempenhar papel relevante para a conquista de tais objetivos quando vocacionada para a avaliação e melhoria dos resultados das operações de uma instituição, com foco no aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados à população. Santa Catarina, assim como alguns estados e municípios, já iniciou a utilização do IA-CM como ferramenta para aprimorar os trabalhos de sua Auditoria Interna. Contudo, em se tratando de Brasil, entendo que há espaço para que mais entes façam uso deste modelo. O caminho é a multiplicação do conhecimento: aqueles mais avançados devem compartilhar com outros para que estes também progridam e tenham condições, a partir dessa evolução, de repassar os ensinamentos a terceiros e assim criar um ciclo virtuoso.

Essa viagem trouxe algum ensinamento particular que você gostaria de compartilhar?

Foi interessante verificar in loco que lá no outro lado do mundo, em que pesem as diferenças culturais, os problemas vivenciados por auditores internos guardam semelhança com situações enfrentadas pelos mesmos profissionais em nosso país. Vejo isso como sinal de que os caminhos encontrados pelos indonésios para enfrentar e vencer seus paradigmas devem ser levados em consideração por nós, brasileiros, ao construirmos nossas próprias soluções.