Em Pernambuco, o auditor interno catarinense fala sobre a implantação do IA-CM no Estado

O auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Strigger Dutra participou do Seminário “Observatório da Despesa Pública e IA-CM: Modelos de Atuação no Fortalecimento do Controle Interno” organizado pela Escola de Controle Interno da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado do Pernambuco. O evento ocorreu na última sexta-feira, 10 de maio, em Recife.

Durante sua palestra, Dutra partilhou sobre a implementação do modelo de IA-CM em Santa Catarina e partilhou também sobre a experiência do governo da Indonésia. Em abril de 2018, ele participou de uma visita técnica ao país, organizada pelo Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM.

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Em Pernambuco, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra falou da experiência catarinense na implantação do IA-CM (Internal Audit Capability Model)

 

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“Os caminhos encontrados pelos indonésios devem ser levados em consideração por nós”

Recém chegado da Indonésia, onde participou de uma visita técnica, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra compartilha um pouco da sua experiência em mais essa missão internacional. A iniciativa faz parte de uma parceria do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e do Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM (Internal Audit Capability Model). Participaram dessa etapa, de 19 a 29 de abril, os estados de Santa Catarina e do Distrito Federal.

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Essa é a segunda missão internacional que o o auditor interno  Rodrigo Stigger Dutra intégra junto com o Conaci e o Banco Mundial

Por que a Indonésia? 

As atividades desenvolvidas pelo Conaci estão fortemente caracterizadas pelo intercâmbio de conhecimentos, práticas e informações, possibilitando um trabalho conjunto para a formulação, implementação e avaliação de políticas nacionais de auditoria, controle e gestão. O Conselho mantém parceria com o Banco Mundial com vistas ao fortalecimento dos sistemas de controle interno no Brasil. Um dos principais trabalhos em curso no âmbito dessa parceria diz respeito à implantação e desenvolvimento do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna IA-CM (Internal Audit Capability Model), projetado para implementar e institucionalizar uma atividade de auditoria interna eficaz, aspecto estratégico para a obtenção de uma boa governança no setor público. Em razão de sua atuação global, o Banco Mundial possui condições de identificar países nos quais a realidade econômica e social assemelha-se ao caso brasileiro e cujas experiências em auditoria interna e controles internos podem constituir-se em cases inspiradores para o fortalecimento dos sistemas de controles internos brasileiros. É o caso da Indonésia, país que há alguns anos promove a utilização do IA-CM como ferramenta para melhoria da atuação da atividade de auditoria interna e tem por meta para 2019 que ao menos 85% das unidades de auditoria interna que utilizam o IA-CM atinjam o nível 3 do referido modelo (caracterizado pela gestão de auditoria interna e práticas profissionais bem estabelecidas e uniformemente aplicadas).

Quais iniciativas podem ser replicadas no Brasil? Em qual contexto?

Vivemos tempos onde as pessoas colocam como prioridade nacional a prevenção e o combate à corrupção. Mas como fazê-lo de maneira consistente e continuada? Acredito que um bom caminho está no fortalecimento das instituições, da consolidação de uma governança pública de alto nível. A Auditoria Interna pode desempenhar papel relevante para a conquista de tais objetivos quando vocacionada para a avaliação e melhoria dos resultados das operações de uma instituição, com foco no aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados à população. Santa Catarina, assim como alguns estados e municípios, já iniciou a utilização do IA-CM como ferramenta para aprimorar os trabalhos de sua Auditoria Interna. Contudo, em se tratando de Brasil, entendo que há espaço para que mais entes façam uso deste modelo. O caminho é a multiplicação do conhecimento: aqueles mais avançados devem compartilhar com outros para que estes também progridam e tenham condições, a partir dessa evolução, de repassar os ensinamentos a terceiros e assim criar um ciclo virtuoso.

Essa viagem trouxe algum ensinamento particular que você gostaria de compartilhar?

Foi interessante verificar in loco que lá no outro lado do mundo, em que pesem as diferenças culturais, os problemas vivenciados por auditores internos guardam semelhança com situações enfrentadas pelos mesmos profissionais em nosso país. Vejo isso como sinal de que os caminhos encontrados pelos indonésios para enfrentar e vencer seus paradigmas devem ser levados em consideração por nós, brasileiros, ao construirmos nossas próprias soluções.

 

Equipe de auditores internos da DIAG participa de evento da Controladoria-Geral do Distrito Federal

Um grupo de auditores internos do Poder Executivo catarinenses chegou a Brasília, nesta quinta-feira (11), para participar do evento “Compartilhando Boas  Práticas de Controle Interno – Impactos do Avanço no Modelo IA-CM (Internal Audit Capability Model)”. O evento é organizado pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e reúne até amanhã (12) outros dois representantes do Estado de Mina Gerais. 

Participam da iniciativa os auditores internos Marisa Zikan da Silva, Tatiana Bozza, Fabiana Borges, Cristiano Soccas, Cícero Teixeira Barbosa, Rodrigo Stigger Dutra e Clóvis Machado. Todos eles são servidores da Diretoria de Auditoria Geral (DIAG), unidade que atua na Secretaria de Estado da Fazenda.

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O Controlador-Geral do Distrito Federal, Henrique Moraes Ziller, (centro) com a equipe de auditores internos de Santa Catarina

Programação

Pela manhã, a palestra de abertura da programação foi sobre Internal Audit Capability Model e contou com a presença do governador do DF, Rodrigo Rollemberg. Na sequência, a equipe da CGDF organizou uma apresentação dos trabalhos na área que são destaques na capital federal. Durante à tarde a fala dos sub controladores sobre Controle Interno, Correição, Transparência e Controle Social, Ouvidoria, Tecnologia da Informação e Gestão Interna.