Exemplo da Indonésia

A jornalista Janine Alves publicou na edição de hoje uma entrevista exclusiva com o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra sobre a missão internacional que ele participou na Indonésia.

14052018 - ND - Janine Alves - Rodrigo

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

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“Os caminhos encontrados pelos indonésios devem ser levados em consideração por nós”

Recém chegado da Indonésia, onde participou de uma visita técnica, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra compartilha um pouco da sua experiência em mais essa missão internacional. A iniciativa faz parte de uma parceria do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e do Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM (Internal Audit Capability Model). Participaram dessa etapa, de 19 a 29 de abril, os estados de Santa Catarina e do Distrito Federal.

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Essa é a segunda missão internacional que o o auditor interno  Rodrigo Stigger Dutra intégra junto com o Conaci e o Banco Mundial

Por que a Indonésia? 

As atividades desenvolvidas pelo Conaci estão fortemente caracterizadas pelo intercâmbio de conhecimentos, práticas e informações, possibilitando um trabalho conjunto para a formulação, implementação e avaliação de políticas nacionais de auditoria, controle e gestão. O Conselho mantém parceria com o Banco Mundial com vistas ao fortalecimento dos sistemas de controle interno no Brasil. Um dos principais trabalhos em curso no âmbito dessa parceria diz respeito à implantação e desenvolvimento do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna IA-CM (Internal Audit Capability Model), projetado para implementar e institucionalizar uma atividade de auditoria interna eficaz, aspecto estratégico para a obtenção de uma boa governança no setor público. Em razão de sua atuação global, o Banco Mundial possui condições de identificar países nos quais a realidade econômica e social assemelha-se ao caso brasileiro e cujas experiências em auditoria interna e controles internos podem constituir-se em cases inspiradores para o fortalecimento dos sistemas de controles internos brasileiros. É o caso da Indonésia, país que há alguns anos promove a utilização do IA-CM como ferramenta para melhoria da atuação da atividade de auditoria interna e tem por meta para 2019 que ao menos 85% das unidades de auditoria interna que utilizam o IA-CM atinjam o nível 3 do referido modelo (caracterizado pela gestão de auditoria interna e práticas profissionais bem estabelecidas e uniformemente aplicadas).

Quais iniciativas podem ser replicadas no Brasil? Em qual contexto?

Vivemos tempos onde as pessoas colocam como prioridade nacional a prevenção e o combate à corrupção. Mas como fazê-lo de maneira consistente e continuada? Acredito que um bom caminho está no fortalecimento das instituições, da consolidação de uma governança pública de alto nível. A Auditoria Interna pode desempenhar papel relevante para a conquista de tais objetivos quando vocacionada para a avaliação e melhoria dos resultados das operações de uma instituição, com foco no aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados à população. Santa Catarina, assim como alguns estados e municípios, já iniciou a utilização do IA-CM como ferramenta para aprimorar os trabalhos de sua Auditoria Interna. Contudo, em se tratando de Brasil, entendo que há espaço para que mais entes façam uso deste modelo. O caminho é a multiplicação do conhecimento: aqueles mais avançados devem compartilhar com outros para que estes também progridam e tenham condições, a partir dessa evolução, de repassar os ensinamentos a terceiros e assim criar um ciclo virtuoso.

Essa viagem trouxe algum ensinamento particular que você gostaria de compartilhar?

Foi interessante verificar in loco que lá no outro lado do mundo, em que pesem as diferenças culturais, os problemas vivenciados por auditores internos guardam semelhança com situações enfrentadas pelos mesmos profissionais em nosso país. Vejo isso como sinal de que os caminhos encontrados pelos indonésios para enfrentar e vencer seus paradigmas devem ser levados em consideração por nós, brasileiros, ao construirmos nossas próprias soluções.

 

Auditor Interno da DIAG participa de missão na Indonésia com o Conaci

A delegação do Conaci começou as atividades da sua visita técnica à Indonésia, nesta segunda-feira (23), com um encontro na Auditoria Interna do Governo Nacional (BPKP). O auditor interno do Poder Executivo, Rodrigo Strigger Dutra, faz parte do grupo que está visitando o país nesses dias para conhecer os avanços realizados no setor. A agenda deste primeiro dia foi com o presidente da BPKP, Ardan Adiperdana, o secretário Dadang Kurnia e a representante do Banco Mundial na Indonésia, Novira Asra.

Durante o encontro, Adiperdana ressaltou a importância de compartilhar as informações e que governo indonésio prioriza o desenvolvimento do IA-CM (Implementação do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna) com o objetivo de auxiliar os gestores na implementação das políticas públicas. Eles consideram o accountability e a transparência como pilares da boa governança. Após a abertura, os brasileiros foram presenteados com um placa com a seguinte mensagem “Membangun Good Governance, Mewujudkan Clean Goverment” – Construir Boa Governança, Perceber Governo Limpo.

Além do representante catarinense, a delegação é composta por membros da Controladoria Geral do Distrito Federal (CGDF) e do CONACI. Em nome de todos, a controladora-geral adjunta da CGDF, Liane Vasconcelos de Araújo Angoti, agradeceu a receptividade e enfatizou a importância da missão técnica de conhecer uma experiência bem sucedida no avanço das boas práticas de gestão para órgãos de auditoria interna de acordo com o IA-CM.

Entre os pontos importantes desse encontro, a delegação brasileira destaca a importância da disciplina e da organização, além de uma base normativa sólida que estabeleceu as diretrizes e ferramentas para o avanço da capacidade institucional da auditoria interna do Governo da Indonésia, aliado a um planejamento de longo prazo.

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Encontro com a equipe do BPKB e representante do Banco Mundial na sede

Programação

A primeira apresentação abordou o tema “A Capacidade das Unidades de Auditoria Interna do Governo da Indonésia”, ministrada pelo chefe da Agência de Supervisão de Finanças e Desenvolvimento, Adi Gemawan. O enfoque foi dado aos esforços para melhorar a efetividade da auditoria interna no setor público. O diretriz nacional é que 85% das 627 unidades de auditoria interna que adotam o IA-CM atinjam o nível 3 em 2019, sendo que em abril de 2018, 20% das unidades já alcançaram esta meta.

Em seguida, a apresentação realizada por Bea Rejeki Tirtadewi tratou sobre o “Sistema de Controle Interno do Governo da Indonésia” et demonstrou a importância do avanço em maturidade em controle interno para prover segurança razoável do atingimento dos objetivos organizacionais.

Na última apresentação do dia, o chefe da Área de Políticas, Leis, Pessoas e Desenvolvimento, Ernadhi Sudarmanto, falou sobre o “Desenvolvimento Profissional do Auditor Interno Governamental”. Entre outras coisas, ele apresentou os aspectos que considera fundamentais para a atuação do auditor interno, tais como: treinamentos, certificação, plano de carreira, avaliação de desempenho, entre outros.

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Primeiro secretário, Dadang Kurnia, recebe os brasileiros para dar boas vindas