Auditor especialista em cibersecurity de governos participa do Conbrai em Florianópolis

Larry Harrington, um dos mais respeitados profissionais da carreira no mundo, que virá ao Brasil para falar sobre a tecnologia na arte de auditar. O americano abrirá a 39a edição do Conbrai (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna), em apresentação para quase mil profissionais de todo País. O evento ocorrerá em Florianópolis, entre os dias 15 e 17 de setembro, no Centro de Convenções.

Harrington é considerado um dos maiores especialistas em defesas de mercados governamentais, por sua atuação de anos como executivo chefe de auditoria da Raytheon Company. A empresa americana atua na área de armamentos e equipamentos eletrônicos para uso militar e comercial e é a maior produtora mundial de mísseis guiados. Ele também possui intensa relação com o The IIA (The Institute of Internal Auditors), tendo sido diretor e ex-chairman da entidade que é a maior da carreira no mundo – com 200 mil auditores associados, presentes em 170 países. Durante suas gestões, além de ter sido um dos líderes no desenvolvimento do uso da robótica e inteligência artificial na auditoria, foi reconhecido e admirado por sua luta ligada a diversidade de gêneros e raças no ambiente corporativo.

Em sua apresentação no Conbrai este ano, o especialista abordará desafios tecnológicos que irão cada vez mais impactar a rotina do auditor, como a inteligência artificial e a chamada auditoria 4.0. “Além de chairman do The IIA, Harrington atuou como líder de uma corporação extremamente complexa, do ponto de vista de riscos e confidencialidade. Além de ser um nicho específico, a indústria de misseis guiados é uma das que mais necessita de níveis elevados de compliance e governança. Tê-lo conosco será um privilégio e aprendizado imenso”, revela Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil (Instituto dos Auditores Internos do Brasil), entidade promotora do Conbrai 2019.

Ano passado, Larry foi convidado a fazer parte do American Hall of Distinguished Audit Practitioners, a mais distinta honra concedida a um profissional de auditoria no mundo. Em seu legado, além da atuação no segmento bélico e de segurança governamental, ele tem passagens como vice-presidente de auditoria nos setores de operações, de finanças, de recursos humanos, e em diversas outras empresas listadas na Fortune 100. Apesar de aposentado, ele segue promovendo a carreira com palestras globais e com seu trabalho junto à Fundação de Auditoria Interna, mantida pelo The IIA.

Larry Harrington ex-chairman The IIA

O americano Larry Harrington, um dos pioneiros da aplicação da inteligência artificial no mundo da auditoria interna, será um dos destaques do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna que ocorrerá em Florianópolis no próximo mês de setembro

Expectativa de recorde 

São esperados mais de 800 participantes para o Conbrai deste ano, marcando-o como o maior da história, em quase 40 edições do congresso, dando um claro sinal sobre o fortalecimento e valorização da profissão. O tema central será ‘A Tecnologia e Inovação para a Auditoria Interna’ em um evento com mais de 30 apresentações. Entre os painéis, destaque para questões que envolvem Lava Jato, Lei Anticorrupção, compliance, auditoria governamental, prevenção a fraudes, big data, analytics e auditoria de TI. Também estão previstas realizações de debates inéditos com a presença de gestores de corporações internacionais.

As inscrições para o congresso já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site: iiabrasil.org.br/conbrai.

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A auditoria interna na Era da pós-verdade

*Por Marcus Vinicius de Azevedo Braga e Rossana Guerra de Sousa

O termo ‘pós-verdade’ tem registro originário de seu uso em um artigo na revista The Nation em 1992, e é definida pela Oxford Dictionaries como “um adjetivo relacionado ou evidenciado por circunstâncias em que fatos objetivos têm menos poder de influência na formação da opinião pública do que apelos por emoções ou crenças pessoais”.

O conceito ganha relevância com impacto exponencial em um mundo dito também “pós pós-moderno” – onde a opinião pública é formada, paradoxalmente, em uma era de big data, mais baseada em razões sensitivas e emocionais do que em informações exatas e argumento lógicos, sem a consistência da análise detida, impelida pela rapidez e poder de influência das plataformas digitais.

O conceito de disseminação ou formação de opinião a partir de fatos não reais ou manipulados em seus contextos não é novo. No entanto, a forma e impacto de tais ‘não verdades’ sobre a tomada de decisão dos agentes tem sido amplificada, com destaque, em todo o mundo, para seus efeitos no segmento governamental. O exercício da função de auditoria interna no âmbito da gestão pública não pode passar ao largo desses elementos em seu contexto operacional e precisa considerar os possíveis impactos destes fatores na construção da opinião pública a partir da comunicação dos resultados do seu trabalho.

Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF) publicada pelo The IIA – The Institute of Internal Auditors, cuida dos impactos interpretativos e valorativos na formação e divulgação dos resultados da auditoria, mesmo antes da explosão das plataformas digitais e pós-verdades, por meio do conceito de objetividade. Citado 21 vezes no IPPF, o reforço à objetividade do auditor é destacado nos Princípios Fundamentais, nos Princípios do Código de Ética, nas Normas, com destaque para a responsabilidade do executivo chefe da auditoria no cuidado e reforço da objetividade.

Para assegurar resultados que agreguem valor à gestão pública, a auditoria pública precisa ser vigilante desde a seleção de trabalhos, partindo de um Planejamento institucionalizado para os trabalhos que devem seguir uma análise de riscos com critérios racionais e não motivados por aspectos circunstanciais ou midiáticos. A execução do processo deve ser conduzida com seleção de testes realizadas a partir de uma efetiva análise dos riscos, para a obtenção de evidências robustas, fortemente lastreada em dados, contextualizadas e, por fim, os resultados e conclusões do trabalho avaliados com objetividade e comunicados com a utilização de uma redação concisa e clara, evitando termos abstratos ou subjetivos em sua formatação.

A fase de comunicação é crítica, de modo que é necessário que se restrinjam as oportunidades de produção de versões distorcidas da realidade apurada pela auditoria, evitando uma visão de hipervalorização das desconformidades, de vieses na forma de apresentação e divulgação das questões no relatório, para que não se subverta a finalidade primária daquela avaliação na produção de melhorias para a gestão.

Os trabalhos de auditoria, mormente na área governamental, não devem incendiar arroubos de tentações de autopromoção, sob o risco de o relatório de auditoria passar a valer pelo efeito de sua versão, pelo impacto no emocional das pessoas, pelo seu aspecto semiótico.

Uma dissociação da racionalidade na auditoria governamental pode afastar a técnica, a evidência, a visão global natural da Auditoria, enfraquecer o princípio da objetividade, sustentáculo da confiabilidade da profissão. A atenção à objetividade no segmento da Auditoria Pública, em uma era de pós-verdade, recortes descontextualizados, velocidade das plataformas digitais de comunicação, vaidades e opiniões emocionais e intuitivas, próprias da pós-modernidade, pode evitar que o relato de auditoria seja recebido com uma visão distorcida.

O exercício da Auditoria Pública não deve se reverter em um dínamo de produção de desconfiança social dos aparelhos estatais, já combalidos em sua credibilidade, com generalizações e impactos alarmistas, que alimentam o medo que aprisiona e a estupefação que congela. Ao contrário, deve ser uma via de melhoria por meio do fornecimento de diagnósticos situacionais objetivos e de apresentação de propostas racionais de aprimoramento da gestão.

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*Marcos Vinícius de Azevedo Braga é auditor governamental, doutorando em políticas públicas (UFRJ) e atua na CGE/RJ.

*Rossana Guerra de Sousa é auditora governamental, doutora em ciências contábeis, conselheira do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil) e atua no Tribunal de Justiça da Paraíba e na Universidade Federal da PB.

Florianópolis é confirmada como sede do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna em 2019  

Em um cenário em que o país nunca precisou tanto de auditores preparados, encontrar soluções e incentivar o fortalecimento das áreas de auditoria nas empresas públicas e privadas tornou-se essencial. Essas e outras relevantes pautas estarão no centro dos debates durante a 39a edição do Conbrai – Congresso Brasileiro de Auditoria Interna, que neste ano acontecerá em Florianópolis, entre os dias 15 e 17 de setembro.

Com o tema ‘Tecnologia e Inovação para a Auditoria Interna’ o evento terá mais de 30 apresentações, com alguns dos principais nomes da profissão que abordarão questões envolvendo Lava Jato, Lei Anticorrupção, compliance, auditoria governamental, prevenção a fraudes, big data, analytics e auditoria de TI. Também estão previstas realizações de debates inéditos com a presença de gestores de corporações internacionais.

Acompanhando o crescimento da carreira e das últimas edições do congresso, 2019 promete quebrar novamente o recorde em participações, superando em 15% o Conbrai anterior. São esperados em Santa Catarina mais de 800 profissionais vindos de todas as partes do país.

“As instituições brasileiras, sejam públicas ou privadas, têm investido com responsabilidade em suas áreas de integridade que incluem auditoria, controle interno, compliance e riscos, incentivando o acesso a conferências, cursos e certificações internacionais. O cenário é de desafios tecnológicos imensos para o setor e o Conbrai é a mais importante bússola, capaz de mostrar as últimas tendências e soluções para o fortalecimento da carreira”, lembra Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, uma das entidades promotoras do congresso.

Ao longo dos próximos meses, o IIA Brasil divulgará detalhes de painéis e a confirmação de nomes de alguns dos mais respeitados auditores do planeta, membros da direção do The Institute of Internal Auditors – a principal instituição da carreira no mundo, com 200 mil associados. As inscrições para o congresso já estão liberadas e podem ser realizadas por meio do site: iiabrasil.org.br/conbrai

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Capital catarinense receberá elite da profissão para debater desafios e tendências internacionais sobre temas como fraude, ciberataque, governança corporativa e auditoria 4.0

 

Serviço

O quê: Conbrai – 39º Congresso Brasileiro de Auditoria Interna

Quando: 15 a 17 de setembro

Onde:  Centrosul – Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro – Florianópolis (SC)

Inscrições e informações: eventos@iiabrasil.org.br ou iiabrasil.org.br/conbrai