Florianópolis é confirmada como sede do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna em 2019  

Em um cenário em que o país nunca precisou tanto de auditores preparados, encontrar soluções e incentivar o fortalecimento das áreas de auditoria nas empresas públicas e privadas tornou-se essencial. Essas e outras relevantes pautas estarão no centro dos debates durante a 39a edição do Conbrai – Congresso Brasileiro de Auditoria Interna, que neste ano acontecerá em Florianópolis, entre os dias 15 e 17 de setembro.

Com o tema ‘Tecnologia e Inovação para a Auditoria Interna’ o evento terá mais de 30 apresentações, com alguns dos principais nomes da profissão que abordarão questões envolvendo Lava Jato, Lei Anticorrupção, compliance, auditoria governamental, prevenção a fraudes, big data, analytics e auditoria de TI. Também estão previstas realizações de debates inéditos com a presença de gestores de corporações internacionais.

Acompanhando o crescimento da carreira e das últimas edições do congresso, 2019 promete quebrar novamente o recorde em participações, superando em 15% o Conbrai anterior. São esperados em Santa Catarina mais de 800 profissionais vindos de todas as partes do país.

“As instituições brasileiras, sejam públicas ou privadas, têm investido com responsabilidade em suas áreas de integridade que incluem auditoria, controle interno, compliance e riscos, incentivando o acesso a conferências, cursos e certificações internacionais. O cenário é de desafios tecnológicos imensos para o setor e o Conbrai é a mais importante bússola, capaz de mostrar as últimas tendências e soluções para o fortalecimento da carreira”, lembra Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, uma das entidades promotoras do congresso.

Ao longo dos próximos meses, o IIA Brasil divulgará detalhes de painéis e a confirmação de nomes de alguns dos mais respeitados auditores do planeta, membros da direção do The Institute of Internal Auditors – a principal instituição da carreira no mundo, com 200 mil associados. As inscrições para o congresso já estão liberadas e podem ser realizadas por meio do site: iiabrasil.org.br/conbrai

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Capital catarinense receberá elite da profissão para debater desafios e tendências internacionais sobre temas como fraude, ciberataque, governança corporativa e auditoria 4.0

 

Serviço

O quê: Conbrai – 39º Congresso Brasileiro de Auditoria Interna

Quando: 15 a 17 de setembro

Onde:  Centrosul – Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro – Florianópolis (SC)

Inscrições e informações: eventos@iiabrasil.org.br ou iiabrasil.org.br/conbrai 

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Maio é o mês mundial da conscientização pelo fortalecimento da auditoria interna

Uma exaltação da ética e da boa governança. Durante todo o mês de maio o The Institute of Internal Auditors (The IIA), a principal instituição de auditoria interna no mundo, promoverá ações que estimulem a valorização das áreas de auditoria interna em empresas públicas e privadas, premiando cases relevantes, que sirvam de exemplo de promoção de práticas eficientes de gestão, compliance, prevenção a fraudes e gerenciamento de riscos.

A entidade acaba de anunciar a marca histórica de 200 mil auditores internos associados, presentes em 170 nações e em todos os continentes. Segundo Richard Chambers, presidente e CEO do The IIA o recorde é reflexo da valorização da profissão no mundo. “O resultado é um reconhecimento de nosso esforço em apoiar o crescimento contínuo e o desenvolvimento profissional dos membros, a fim de prepará-los para que possam proteger e gerar valor nas organizações em que atuam”, comemora Chambers.

O IIA May também é intensamente promovido pelo IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, a maior entidade da carreira no País e filiada ao The IIA. Em anos anteriores, empresas como a Ocyan e Banco da Amazônia conquistaram o Prêmio internacional do Mês da Conscientização de Auditoria Interna, por participarem ativamente da campanha, promovendo palestras e ações de incentivo a valorização profissional.

Para orientar as empresas a participarem do IIA May, o The IIA disponibiliza gratuitamente o ‘Building Awareness Toolkit’. Trata-se de um guia disponível para download que traz informações sobre a relevância da profissão, além de programas criativos com amostras de vídeos e ferramentas que ajudam a aumentar a conscientização sobre a importância da carreira na sociedade, junto a estudantes universitários, gestores e ao conselho de administração de empresas públicas e privadas.

A valorização da profissão no Brasil nos últimos anos tem contribuindo para que o país seja um dos principais promotores do IIA May tendo sido premiado pelo The IIA nas últimas três edições da campanha internacional. “Hoje, somos o 5o maior instituto de auditoria interna do mundo, devido a um crescimento contínuo, tanto na contratação de profissionais, como na ampliação e fortalecimento de áreas de auditoria. Mas ainda há muito que trilhar para chegarmos ao nível de mercados mais avançados como Estados Unidos e Reino Unido”, lembra Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil.

IIA May Logo

Campanha ‘IIA May’ visa incentivar o fortalecimento da governança, exalta a ética e estimular a prevenção a fraudes corporativas

Sobre o IIA Brasil

O Instituto dos Auditores Internos do Brasil completou 58 anos de fundação sendo uma das cinco maiores entidades da carreira do planeta, entre os 170 países associados ao The Institute of Internal Auditors –The IIA, a mais importante associação do setor no mundo. Referência na América Latina, o IIA Brasil auxilia na formação de outros institutos como o IIA de Angola. No Brasil, aentidade coordena todo o processo de obtenção de certificações internacionais, como o CIA (Certified Internal Auditor), além de promover debates, cursos técnicos, seminários e o Conbrai – Congresso Brasileiro de Auditoria Interna.

Das pilhas de papel à auditoria 4.0

*Por Paulo Gomes 

No anos 80 falar em auditoria de sistema significava quebra de tabu. A internet, que acaba de celebrar 30 anos, era ainda embrionária. Nessa era, as auditorias internas atuavam praticamente no ambiente operacional, focadas em análises de atividades financeiras e administrativas.

Nessa época o Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil, publicou normas internacionais que continham recomendações para as melhores práticas da profissão e frisava: o auditor para executar seus trabalhos com enfoque sistêmico deveria examinar os processos de planejamento e desenvolvimento em aplicação de sistemas, o que era um enorme desafio já que a maioria dos computadores disponibilizados para os usuários não tinha disco rígido necessário para a missão, eram usados apenas na edição de textos e planilhas.

Com o passar dos anos houve uma democratização ao acesso a computadores mais complexos, mas as informações coletadas por auditores, muitas vezes, ficavam isoladas e eram perdidas por falta de backup. Linguagens de programações como Cobol, Fortran e principalmente Easytrieve Plus eram as mais usadas para extração de relatórios, porém, feitas apenas por profissionais experientes.

Apesar do surgimento de software específicos, a cultura da segurança era incipiente. Além disso, acessar banco de informações era impossível para quem atuava longe do Centro de Processamento de Dados (CPD). Era restrito a programadores, sendo ambiente hostil para auditores com formação contábil e econômica.

Os auditores começaram a perceber que não bastava auditar apenas a entrada e saída das operações, mas era preciso ter certeza que os cálculos seriam feitos corretamente e que os ambientes eram seguros para armazenar dados dos processos. A solução era investir em treinamento para avaliação de CPD, chamada de ‘auditoria de segurança física e lógica’. Verificava-se o acesso físico às instalações, estruturas elétricas e até climatização. Era rotina encontrar deficiências como a imprudência de deixar portas abertas, dando acesso a pessoas não autorizadas e senhas às aplicações compartilhadas entre os usuários.

Cada nova solução gerava curiosos desafios e problemas. Vieram as redes, e se havia facilidade de acessar determinada pasta, criava-se também excessos de arquivos nos servidores, além da facilidade de espalhar vírus, ou baixar software ilegal.

Eis que surge o ERP – Sistema Integrado de Gestão Empresarial – um novo ambiente que parecia que seria a solução para todas falhas apontadas pelas auditorias. Não foi bem assim. Ferramentas como SAP, Oracle e Microsoft Dynamics 365 vieram para dominar o mercado, com módulos específicos para atender as auditorias internas, mas as informações armazenadas nas nuvens não permitiam que auditores validassem as informações nelas contidas.

É inegável que a evolução tecnológica tenha trazido mais agilidade aos processos de auditoria, contudo, ironicamente, cresceram também o número de informações a serem checadas o que tornou o trabalho de burilar dados ainda mais técnico e complexo.

Entramos na era do Big Data e Analitics – com softwares como os famosos ACL e IDEA presentes no mundo inteiro – com a inteligência artificial batendo à porta das mais diversas áreas de auditoria de empresas públicas e privadas. Vivemos, hoje, a integração plena e ágil, que forma a chamada auditoria contínua. Tornou-se possível detectar irregularidades de forma automática, permitindo que o auditor use sua expertise para agir como um profissional capaz de passar uma visão holística da empresa, tendo amplo conhecimento dos negócios, e podendo apoiar a alta administração na tomada de decisões.

Ele não precisa conhecer com profundidade a linguagem de programação – hardware e software, mas tem que ter controle de como as informações são armazenadas e protegidas. E precisa trabalhar integrado com a área de tecnologia. Os chamados algaritmos na ‘auditoria 4.0’, nunca foram tão íntimos do auditor. Hoje, as máquinas se transformaram nos investigadores internos que levantarão possíveis fraudes e desvios de conduta. Mas caberá ao auditor monitorar esses sistemas e contribuir para o fortalecimento da ética e governança da empresa em que atua. Se assim o fizer, os robôs buscarão fraudes, mas encontrarão apenas uma empresa transparente e eficiente.

Paulo Gomes Web
Paulo Gomes é diretor-geral do IIA Brasil