Santa Catarina e Distrito Federal: parceiros para melhorar a gestão pública

O blog do Sindiauditoria conversou com o controlador-geral do Distrito Federal, Henrique Moraes Ziller, sobre o acordo de cooperação técnica assinado entre o Governo de Santa Catarina e a Controladoria Geral do Distrito Federal (CGDF) em agosto do ano passado. Nesta entrevista, ele explica como essa parceria vai servir para implementar ações conjuntas e de intercâmbio de conhecimentos técnicos, experiências, informações e tecnologias de interesse mútuo.

SINDIAUDITORIA – Um acordo de cooperação técnica foi assinado entre a CGDF e o Governo de Santa Catarina recentemente. Qual a sua maior expectativa em relação ao documento? 

Henrique Ziller – De maneira genérica, obviamente, trata-se da troca de experiências entre os órgãos, pois o alcance da cooperação é amplo, e permitirá o compartilhamento de conhecimento e tecnologia de controle entre os órgãos. Especificamente, temos muito interesse em colaborar com o avanço da implantação do IA-CM (modelo de referência de qualidade e maturidade de órgãos de controle interno) na Auditoria Interna do Estado de Santa Catarina, e de conhecer o modelo de prestação/tomada de contas utilizado nessa unidade da Federação, pois esses processos em Brasília são de baixa efetividade, intempestivos e têm custo econômico muito elevado.

SINDIAUDITORIA – Esse acordo foi resultado de alguma inciativa em particular? Foi a CGDF que propôs essa cooperação? 

Henrique Ziller – Na verdade foi um processo de aproximação natural entre dois órgãos que perceberam uma possibilidade de “namoro”… Tivemos encontros aqui em Brasília e em Florianópolis. Creio que o pontapé inicial foi a viagem do grupo do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) à Europa, no ano passado, do qual participaram Liane Angoti pelo DF e o auditor internos Rodrigo Stigger Dutra por Santa Catarina, que despertou o interesse comum no IA-CM.

SINDIAUDITORIA – Qual a contribuição que a CGDF pode trazer para o trabalho que já é desenvolvido pela DIAG? E vice-versa? 

Henrique Ziller – Além do IA-CM, creio que há duas boas iniciativas que podemos compartilhar com a DIAG: a implantação da gestão de risco em órgãos do Poder Executivo no DF e a adesão ao conceito hoje compreendido como melhores práticas de auditoria interna que subdivide a função em auditoria e inspeção, sendo a auditoria uma atividade mais próxima ao gestor, com caráter de consultoria e assessoria. Da parte da DIAG para nós, como falei, temos a necessidade de conhecer qual é o conteúdo e quais são os trâmites dos processos de contas (inclusive as especiais) entre a DIAG e o Tribunal de Contas de Santa Catarina, e mesmo entre os órgãos do Poder Executivo e o TCE/SC. Obviamente, as possibilidades de cooperação são bem mais amplas. Talvez possamos desenvolver projetos conjuntos para melhoria da gestão ou mesmo da atuação dos órgãos de controle. Temos muitas ideias e vontade de aprofundar nosso relacionamento, que já tem sido muito proveitoso.

SINDIAUDITORIA – Concretamente, quais atividades estão previstas dentro do acordo? Alguma ocorrerá este ano ainda?  

Henrique Ziller – A mais premente é a implantação do projeto de alcance do nível II do modelo IA-CM. Estamos interessados em colaborar com a DIAG nesse sentido, pois acreditamos que, de fato, a adoção desse modelo pelos órgãos de controle interno estaduais no País será de grande ajuda para a qualificação da gestão e a consequente melhoria do gasto público.

SINDIAUDITORIA – Você esteve em Florianópolis em agosto para o seminário organizado pelo Sindiauditoria. Qual a sua impressão com relação ao trabalho desenvolvido pelos catarinenses? 

Henrique Ziller – Muita competência, compromisso e produtividade. O quadro é pequeno e produz muito. Precisamos descobrir como vocês conseguem isso.

Henrique Ziller
Henrique Moraes Ziller é controlador-geral do Distrito Federal desde novembro de 2015
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CGU lança segunda edição do Concurso de Boas Práticas

Estão abertas as inscrições para participar da segunda edição do Concurso de Boas Práticas, organizado pela Controladoria-Geral da União com o objetivo de estimular, reconhecer e premiar iniciativas no Poder Executivo Federal que contribuam para a melhoria da gestão pública.

Este ano, o Concurso traz quatro categorias: fortalecimento dos controles internos administrativos, promoção da transparência ativa e/ou passiva, aprimoramento das atividades de ouvidoria e diminuição no tempo de apuração disciplinar.

Serão premiadas as três melhores práticas em cada categoria, avaliadas segundo critérios previamente estabelecidos, como inovação, criatividade, simplicidade, utilidade, aplicabilidade e custo-benefício, entre outros. Ainda, poderão ser concedidas menções honrosas. Cada órgão ou entidade pode inscrever até duas experiências por categoria.

A entrega da premiação ocorrerá em cerimônia comemorativa ao Dia Internacional Contra a Corrupção, em dezembro deste ano.

A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 15 de setembro. O regulamento, a ficha de inscrição e demais informações estão disponíveis no site http://www.cgu.gov.br/concursoboaspraticas/.

Edição anterior – A primeira edição do Concurso de Boas Práticas, realizada em 2013, contou com duas categorias: aprimoramento dos controles internos administrativos e promoção da transparência.

Na categoria aprimoramento dos controles internos administrativos os três trabalhos vencedores foram:

Gestão de Atas de Registros de Preços
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação

Sistema de Controle de Demandas Externas
Ministério do Turismo

Sistema de Gestão de Eventos para Suprimentos
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, do Ministério das Comunicações

Já na categoria promoção da transparência as boas práticas premiadas foram:

Cartão de Pagamento de Defesa Civil
Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional

Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais
Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Sistema de Acompanhamento de Contratos de Repasse
Ministério do Turismo

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Com informações da Ascom/CGU

Campanha contra corrupção ganha adesão nas redes sociais

Criada pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Campanha “Pequenas Corrupções – Diga Não” tem como objetivo principal conscientizar os cidadãos para a necessidade de combater atitudes antiéticas – ou até mesmo ilegais –, que costumam ser culturalmente aceitas e ter a gravidade ignorada ou minimizada. Na rede social, em menos de uma semana,a ação, já foi visualizada por 7,6 milhões de usuários da rede.

Para o blog #Hastag, da Folha de São Paulo, a chefe de comunicação da CGU, Thaisis Barboza, disse que nunca viu um engajamento parecido nem nas outras páginas do governo, que monitora para ter uma base de comparação. “São mensagens de coisas que acontecem no nosso dia a dia, ou porque fazemos ou porque conhecemos quem faça. Estamos sujeitos a elas”, diz Thaisis.

As imagens divulgadas buscam chamar a atenção e promover a reflexão sobre práticas comuns no dia-a-dia dos brasileiros, como falsificar carteirinha de estudante; roubar TV a cabo; comprar produtos piratas; furar fila; tentar subornar o guarda de trânsito para evitar multas; entre outras.

Histórico – Em dezembro de 2012, durante as comemorações do Dia Internacional contra a Corrupção, a CGU perguntou aos fãs da sua página no Facebook o que eles faziam para combater esse crime no dia a dia. A partir das respostas obtidas, surgiu a ideia de elaborar uma campanha específica, que utilizou como referência pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto Vox Populi que listava as dez práticas de corrupção mais comuns no cotidiano dos brasileiros.

Em junho de 2013 houve lançamento da primeira peça da campanha virtual na página da CGU no Facebook. Na ocasião, foram criadas 10 imagens, compartilhadas uma a uma, em dias alternados, no período de um mês. As peças também foram compartilhadas por internautas e perfis de órgãos públicos na rede social, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa foi a primeira etapa da campanha.

Já no dia 2 de fevereiro de 2014, a CGU publicou uma nova arte da campanha, que reuniu oito mensagens da primeira etapa em uma única imagem, que obteve o resultado surpreendente.

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Com informações do portal da CGU