Seminário abre a programação da 27ª Reunião Técnica do em BH

O Seminário “30 anos da Constituição – A Evolução do Controle” deu início na manhã desta quinta-feira (7) à programação da 27ª Reunião Técnica do CONACI (Conselho Nacional de Controle Interno ), em Belo Horizonte. Os auditores internos do Poder Executivo Frederico da Luz, Marisa Zikan da Silva e Rodrigo Stigger Dutra participam do evento que reune dezenas de pessoas no auditório JK.

Na oportunidade, ao abrir o seminário alusivo aos 30 anos da Constituição de 1988, a ser celebrado no dia 5 de outubro, o presidente do CONACI, Álvaro Fakredin, fez uma retrospectiva do trabalho do Controle Interno ao longo da história da república, até hoje. “Como se vê, a história começou muito antes da criação da Constituição, criando uma espécie de ‘colchão’ sobre o qual surgiram os princípios de controle que adotamos e norteiam nosso trabalho a partir de então”, explicou.

O pronunciamento do Controlador-Geral do Município de Belo Horizonte, Leonardo de Araújo Ferraz, ressaltou a importância em se debater o tema proposto no seminário, nesse momento histórico da Constituição. Para Ferraz, “É importante que seja trabalhada a ideia de diálogos interinstitucionais, a questão da relação entre os órgãos de controle, somando esforços na busca do objetivo comum”, disse.

Participaram da solenidade de abertura o Vice-Prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac; o Ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, Wagner de Campos Rosário; o Presidente do CONACI, Álvaro Fakredin, o Controlador-Geral do Estado de Minas Gerais, Eduardo Martins de Lima; o Procurador-Geral do Município de Belo Horizonte, Tomaz de Aquino Resende; o Controlador-Geral do Município de Belo Horizonte, Leonardo de Araújo Ferraz; o Superintendente da Controladoria Regional da União no Estado de Minas Gerais, Breno Barbosa Cerqueira Alves e o Promotor de Justiça e Coordenador da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte, Leonardo Duque Barbabela.

34685356_1818556024871029_2908272100156375040_o
Esta edição é organizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG), Controladoria-Geral do Municío (CTGM-BH) e pelo CONACI
Anúncios

Exemplo da Indonésia

A jornalista Janine Alves publicou na edição de hoje uma entrevista exclusiva com o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra sobre a missão internacional que ele participou na Indonésia.

14052018 - ND - Janine Alves - Rodrigo

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

“Os caminhos encontrados pelos indonésios devem ser levados em consideração por nós”

Recém chegado da Indonésia, onde participou de uma visita técnica, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra compartilha um pouco da sua experiência em mais essa missão internacional. A iniciativa faz parte de uma parceria do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e do Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM (Internal Audit Capability Model). Participaram dessa etapa, de 19 a 29 de abril, os estados de Santa Catarina e do Distrito Federal.

IMG_3375
Essa é a segunda missão internacional que o o auditor interno  Rodrigo Stigger Dutra intégra junto com o Conaci e o Banco Mundial

Por que a Indonésia? 

As atividades desenvolvidas pelo Conaci estão fortemente caracterizadas pelo intercâmbio de conhecimentos, práticas e informações, possibilitando um trabalho conjunto para a formulação, implementação e avaliação de políticas nacionais de auditoria, controle e gestão. O Conselho mantém parceria com o Banco Mundial com vistas ao fortalecimento dos sistemas de controle interno no Brasil. Um dos principais trabalhos em curso no âmbito dessa parceria diz respeito à implantação e desenvolvimento do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna IA-CM (Internal Audit Capability Model), projetado para implementar e institucionalizar uma atividade de auditoria interna eficaz, aspecto estratégico para a obtenção de uma boa governança no setor público. Em razão de sua atuação global, o Banco Mundial possui condições de identificar países nos quais a realidade econômica e social assemelha-se ao caso brasileiro e cujas experiências em auditoria interna e controles internos podem constituir-se em cases inspiradores para o fortalecimento dos sistemas de controles internos brasileiros. É o caso da Indonésia, país que há alguns anos promove a utilização do IA-CM como ferramenta para melhoria da atuação da atividade de auditoria interna e tem por meta para 2019 que ao menos 85% das unidades de auditoria interna que utilizam o IA-CM atinjam o nível 3 do referido modelo (caracterizado pela gestão de auditoria interna e práticas profissionais bem estabelecidas e uniformemente aplicadas).

Quais iniciativas podem ser replicadas no Brasil? Em qual contexto?

Vivemos tempos onde as pessoas colocam como prioridade nacional a prevenção e o combate à corrupção. Mas como fazê-lo de maneira consistente e continuada? Acredito que um bom caminho está no fortalecimento das instituições, da consolidação de uma governança pública de alto nível. A Auditoria Interna pode desempenhar papel relevante para a conquista de tais objetivos quando vocacionada para a avaliação e melhoria dos resultados das operações de uma instituição, com foco no aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados à população. Santa Catarina, assim como alguns estados e municípios, já iniciou a utilização do IA-CM como ferramenta para aprimorar os trabalhos de sua Auditoria Interna. Contudo, em se tratando de Brasil, entendo que há espaço para que mais entes façam uso deste modelo. O caminho é a multiplicação do conhecimento: aqueles mais avançados devem compartilhar com outros para que estes também progridam e tenham condições, a partir dessa evolução, de repassar os ensinamentos a terceiros e assim criar um ciclo virtuoso.

Essa viagem trouxe algum ensinamento particular que você gostaria de compartilhar?

Foi interessante verificar in loco que lá no outro lado do mundo, em que pesem as diferenças culturais, os problemas vivenciados por auditores internos guardam semelhança com situações enfrentadas pelos mesmos profissionais em nosso país. Vejo isso como sinal de que os caminhos encontrados pelos indonésios para enfrentar e vencer seus paradigmas devem ser levados em consideração por nós, brasileiros, ao construirmos nossas próprias soluções.