Estudo define perfil ideal de um líder de auditoria

Em tempos em que os níveis de corrupção passaram a ser inaceitáveis pela sociedade brasileira, cresce a responsabilidade da atuação dos chamados CAE – Chief Audit Executive – os chefes de auditoria. A posição tem sido cada vez mais valorizada pelo mercado, mas a cobrança por profissionais éticos e eficientes também foi elevada.

Esse cenário global de aquecimento da carreira, impulsionou o The IIA – Institut of Internal Auditors, principal organismo de auditoria do planeta – a produzir um estudo que traça, entre outras pontos, as sete principais habilidades que definem um líder da profissão, como um executivo capaz de agir com integridade, combatendo fraudes e gerando ganhos financeiros para a organização em que atua.

Entre os sete insights, frutos de entrevistas com quase 15 mil profissionais de 166 países, estão, além de ética e liderança, a necessidade de um CAE ter profundo entendimento do negócio e de seus riscos. Não basta auditar! É preciso aplicar, constantemente, coerentes análises munidas de raciocínio estratégico e crítico – outras duas características fundamentais apontadas no estudo.

“Trata-se de um levantamento riquíssimo, repleto de detalhes, que servirá de bússola para que as corporações sejam capazes de identificar quem realmente está qualificado para liderar a área de auditoria. A responsabilidade é imensa e é preciso constante capacitação. Um chefe de auditoria despreparado ou com perfil inadequado, pode levar a organização para a UTI”, alerta Braselino Assunção, diretor geral do Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil, entidade responsável pela tradução e divulgação do estudo no País.

Outro item interessante é a chamada ‘presença executiva’.De acordo com o levantamento, o chefe de auditoria precisa ter a postura equivalente aos principais profissionais da organização, sabendo se impor em momentos de decisão, junto ao conselho e a alta cúpula. Para tal, também é preciso que o CAE tenha habilidade lapidada em comunicação, a para transitar com perspicácia entre diferentes públicos dentro de uma companhia.

O estudo completo, que traz as sete características e competências dos líderes de auditoria interna da atualidade, está disponível aos associados do IIA Brasil e para aquisição no site da entidade: www.iiabrasil.org.br.

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Braselino Assunção é diretor geral do IIA Brasil, entidade responsável pela tradução e divulgação do estudo no País (Foto: IIA-Brasil/Divulgação)

Como prevenir e combater a corrupção no Brasil?

O presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), Roberto Amoras, acredita que o controle interno na administração pública é a grande ferramenta para uma política mais transparente no Brasil. Acompanhe toda a entrevista gravada em fevereiro de 2017 pelo canal Record News de Natal.

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Enccla manisfesta preocupação com as alterações feitas no PL4850/16

Nesta quinta-feira (1), será realizada a plenária final da 14ª Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em Natal-RN. O grupo, que está reunido desde o último dia 28, manifestou sua preocupação com iniciativas que signifiquem retrocesso dos mecanismos de controle que colidam com o espírito da iniciativa popular ou que retaliem os órgãos legalmente dedicados ao controle da corrupção e da lavagem de dinheiro. O Conaci, que está também entre as instituições que fazem parte do encontro, ratificou a nota que foi publicada.

O texto faz referência direta a aprovação, no Plenário da Câmara dos Deputados, na madrugada desta quarta-feira (30), do projeto de lei com medidas contra a corrupção (PL 4850/16). No centro da polêmica, estão as mudanças que foram realizadas pelos parlamentares que excluíram diversos pontos do texto e aprovaram uma emenda que prevê casos de responsabilização de juízes e membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade. A matéria, aprovada por 450 votos a 1, será enviada para apreciação do Senado Federal nos próximos dias.

Além disso, o documento do Enccla reforça “a importância da aprovação de medidas que representam avanços incontestáveis e essenciais ao sistema nacional de combate à corrupção  à lavagem de dinheiro e que são há anos discutidas e aprovadas por este fórum nacional, especialmente o aperfeiçoamento do regime legal de prescrição penal, o maior rigor da punição dos crimes contra a administração pública, a extinção de domínio e o confisco alargado, a criminalização do enriquecimento ilícito e a proteção ao reportante cidadão (whistleblower)”.

Instituída pelo Ministério da Justiça e Cidadania em 2003, sob a coordenação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da Secretaria Nacional de Justiça e Cidadania (DRCI/SNJC), a Enccla é formada por mais de 60 órgãos dos três poderes da República, Ministérios Públicos e da sociedade civil, que atuam, direta ou indiretamente, na prevenção e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. A Estratégia intensifica a prevenção a esses crimes porque soma a expertise de diversos parceiros em prol do Estado brasileiro.

Programação

O ministro de Estado da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e o procurador-geral de Justiça do Estado, Rinaldo Lima, participam amanhã do encerramento do evento. Na ocasião, serão aprovadas as ações de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro que serão desenvolvidas em 2017.

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