Florianópolis recebe Seminário do Banco Mundial e do Conaci sobre Gestão de Riscos, Governança e Auditoria Interna

Florianópolis recebe uma etapa do ciclo de Seminários de Controle Interno, organizado pelo Conaci em parceria com o Banco Mundial. A cidade é a segunda a receber o evento, depois de Natal (RN), do total de seis encontros que serão realizados em todo País. O evento ocorrerá no dia 7 de maio, das 9h às 17h, no Teatro Pedro Ivo. Palestrantes de renome nacional compõem as seis conferências previstas na programação, que tem como tema “Gestão de Riscos para Boa Governança – O Papel da Auditoria Interna”.

Em Santa Catarina, o seminário será organizado com o apoio da Diretoria de Auditoria Geral (DIAG) da Secretaria da Fazenda e do Sindiauditoria. Ele é uma oportunidade para reforçar a importância da criação da Controladoria Geral do Estado, que deve ocorrer em breve, e a reorganização de todo o sistema de controle interno Estadual, de forma a contribuir para o aperfeiçoamento da gestão pública catarinense.

Os temas que serão abordados no seminário detalharão o conceito de auditoria interna contemporânea, seu viés de agregar valor à gestão, com trabalhos de consultoria que ajudem o aprimoramento da gestão pública, por meio da melhora na eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, controle e governança.

O controle interno é uma função administrativa, que busca ajudar o gestor público a agir com legalidade e em conformidade com a norma. É um auxílio para que a execução seja mais eficiente e que os resultados sejam revertidos em serviços prestados de forma mais adequada à sociedade.

As inscrições são gratuitas e limitadas. Para mais informações acesse: https://doity.com.br/seminario-gestao-de-riscos

WhatsApp Image 2019-04-15 at 18.02.05

Programação

Durante a parte da manhã (9h-12h), os três temas abordados são: “O Controle Interno como instrumento alavancador de resultados: uma visão do Banco Mundial”, por Susana Philomeno Amaral (especialista em Gerenciamento Financeiro do Banco Mundial); “Auditoria Interna Governamental como instrumento de agregação de valor à Administração Pública”, por Sergio Filgueiras de Paula (auditor e coordenador Geral de Métodos, Capacitação e Qualidade da Controladoria Geral da União); e “A importância da Gestão de Riscos para melhoria da governança”, por Rodrigo Fontenelle de Araújo Miranda (controlador-geral do Estado de Minas Gerais).

Em seguida, outras três conferências são previstas na parte da tarde (14h-17h): “Implementando a Gestão de Riscos no Setor Público – experiência do Distrito Federal”, por Paulo Ribeiro Lemos (auditor e controlador-chefe da Controladoria DFTrans); “Diagnóstico e estruturação da 1ª e 2ª linhas de defesa – resultados do Espírito Santo”, por Denis Prates (coordenador de Harmonização do Controle Interno da Secretaria de Controle e Transparência do Estado do Espírito Santo); e “Implementação do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), por Paulo Ribeiro Lemos (Auditor e Controlador Chefe da Controladoria DFTrans).

Conaci e Banco Mundial

A parceria das instituições tem como intuito principal promover o desenvolvimento do Controle Interno no país, por meio da conscientização dos gestores sobre a sua importância, para alcançar resultados de forma segura e transparente. Além de promover padronização de conceitos entre os profissionais da área. A secretária executiva do CONACI, Renata Rezende, explica como o projeto fortalece o Controle Interno. “Por meio destes seminários com o apoio e suporte do Banco Mundial buscamos a disseminação das melhores práticas internacionais em matéria de auditoria e controle interno”, pondera.

O coordenador do grupo-geral de trabalho do projeto, Marconi Lemos, fala sobre os temas trazidos nos eventos. “Conceitos modernos de auditoria interna são os principais assuntos pautados nos seminários. Eventualmente abordamos integridade ou outra questão que esteja sendo tratada localmente. Mas os conceitos de gestão de riscos, três linhas de defesa, auditoria interna diferenciando de inspeção financeira, são notoriamente, o escopo central dos seminários”, afirma.

Capture d’écran 2019-04-14 à 16.59.50
O primeiro Seminário ocorreu em Natal (RN) no dia 8 de abril (Foto: Conaci/Diculgação)
Anúncios

Das pilhas de papel à auditoria 4.0

*Por Paulo Gomes 

No anos 80 falar em auditoria de sistema significava quebra de tabu. A internet, que acaba de celebrar 30 anos, era ainda embrionária. Nessa era, as auditorias internas atuavam praticamente no ambiente operacional, focadas em análises de atividades financeiras e administrativas.

Nessa época o Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil, publicou normas internacionais que continham recomendações para as melhores práticas da profissão e frisava: o auditor para executar seus trabalhos com enfoque sistêmico deveria examinar os processos de planejamento e desenvolvimento em aplicação de sistemas, o que era um enorme desafio já que a maioria dos computadores disponibilizados para os usuários não tinha disco rígido necessário para a missão, eram usados apenas na edição de textos e planilhas.

Com o passar dos anos houve uma democratização ao acesso a computadores mais complexos, mas as informações coletadas por auditores, muitas vezes, ficavam isoladas e eram perdidas por falta de backup. Linguagens de programações como Cobol, Fortran e principalmente Easytrieve Plus eram as mais usadas para extração de relatórios, porém, feitas apenas por profissionais experientes.

Apesar do surgimento de software específicos, a cultura da segurança era incipiente. Além disso, acessar banco de informações era impossível para quem atuava longe do Centro de Processamento de Dados (CPD). Era restrito a programadores, sendo ambiente hostil para auditores com formação contábil e econômica.

Os auditores começaram a perceber que não bastava auditar apenas a entrada e saída das operações, mas era preciso ter certeza que os cálculos seriam feitos corretamente e que os ambientes eram seguros para armazenar dados dos processos. A solução era investir em treinamento para avaliação de CPD, chamada de ‘auditoria de segurança física e lógica’. Verificava-se o acesso físico às instalações, estruturas elétricas e até climatização. Era rotina encontrar deficiências como a imprudência de deixar portas abertas, dando acesso a pessoas não autorizadas e senhas às aplicações compartilhadas entre os usuários.

Cada nova solução gerava curiosos desafios e problemas. Vieram as redes, e se havia facilidade de acessar determinada pasta, criava-se também excessos de arquivos nos servidores, além da facilidade de espalhar vírus, ou baixar software ilegal.

Eis que surge o ERP – Sistema Integrado de Gestão Empresarial – um novo ambiente que parecia que seria a solução para todas falhas apontadas pelas auditorias. Não foi bem assim. Ferramentas como SAP, Oracle e Microsoft Dynamics 365 vieram para dominar o mercado, com módulos específicos para atender as auditorias internas, mas as informações armazenadas nas nuvens não permitiam que auditores validassem as informações nelas contidas.

É inegável que a evolução tecnológica tenha trazido mais agilidade aos processos de auditoria, contudo, ironicamente, cresceram também o número de informações a serem checadas o que tornou o trabalho de burilar dados ainda mais técnico e complexo.

Entramos na era do Big Data e Analitics – com softwares como os famosos ACL e IDEA presentes no mundo inteiro – com a inteligência artificial batendo à porta das mais diversas áreas de auditoria de empresas públicas e privadas. Vivemos, hoje, a integração plena e ágil, que forma a chamada auditoria contínua. Tornou-se possível detectar irregularidades de forma automática, permitindo que o auditor use sua expertise para agir como um profissional capaz de passar uma visão holística da empresa, tendo amplo conhecimento dos negócios, e podendo apoiar a alta administração na tomada de decisões.

Ele não precisa conhecer com profundidade a linguagem de programação – hardware e software, mas tem que ter controle de como as informações são armazenadas e protegidas. E precisa trabalhar integrado com a área de tecnologia. Os chamados algaritmos na ‘auditoria 4.0’, nunca foram tão íntimos do auditor. Hoje, as máquinas se transformaram nos investigadores internos que levantarão possíveis fraudes e desvios de conduta. Mas caberá ao auditor monitorar esses sistemas e contribuir para o fortalecimento da ética e governança da empresa em que atua. Se assim o fizer, os robôs buscarão fraudes, mas encontrarão apenas uma empresa transparente e eficiente.

Paulo Gomes Web
Paulo Gomes é diretor-geral do IIA Brasil

Florianópolis será sede do Conbrai 2019 em setembro

As inscrições para a 39a edição do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna estão com preço promocional até o dia 31 de março de 2019. Este ano, o evento ocorrerá de 15 a 17 de setembro em Florianópolis e abordará o tema “Tecnologia e inovação para a auditoria interna”.  Reconhecido nacionalmente, o Conbrai é também uma celebração do avanço e sucesso do setor no País. Os organizadores esperam receber mais de 800 profissionais durante os três dias de programação.

O valor deste primeiro lote é de R$ 2.190,00 (ao invés de R$ 3.000,00) e inclui Certificado de participação com aproximadamente 14 horas de conteúdo técnico a serem convertidos em 16 créditos de CPE; Participação em todas as palestras das plenárias e as palestras simultâneas (distribuídas por temas variados e condicionadas à escolha do congressista); Entrada exclusiva para o Coquetel de abertura e Coquetel de confraternização; 4 coffee-breaks; 2 almoços; Download das palestras autorizadas; E brindes. Para participar, basta acessar o site e inscrever-se. O Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil) é a entidade que promove o Conbrai.

DqHchm8W4AA41ar
Em 2018, o Conbrai  deu lugar ao Congresso Latino-Americano de Auditoria Interna (CLAI) em Foz do Iguaçu, no Paraná 

Serviço

O quê – Conbrai (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna)

Quando – 15 a 17 de setembro em Florianópolis

Informações –  https://iiabrasil.org.br/conbrai/