Auditores internos inspecionam merenda servida em 48 escolas da região Norte

Um grupo de auditores internos do Poder Executivo percorreu 48 escolas da rede estadual de ensino da região Norte para inspecionar a adequação da merenda escolar. A operação faz parte do projeto Auditoria Cidadã, iniciativa que tem como objetivo fiscalizar os serviços e obras do Governo do Estado que estão em andamento. “Nosso objetivo foi um só:  verificar se os recursos investidos pelo Estado na alimentação escolar estão tendo o resultado esperado para o cidadão, nesse caso, os estudantes”, explica Augusto Puhl Piazza, Controlador Geral do Estado.

Na operação, durante os dias 29 e 30 de maio, os auditores internos verificaram se o serviço está sendo oferecido regularmente aos alunos matriculados; se a manipulação e o armazenamento dos alimentos estão adequados; e avaliar a satisfação dos alunos quanto à qualidade das refeições fornecidas. “Na prática, a inspeção consistiu em observação e aplicação de check-list, seguida de uma pesquisa de satisfação com os alunos da escola”, resume a auditora interna Magali Geovana Ramlow Campelli que foi responsável pelas visitas feitas em quatro unidades de ensino de Jaraguá do Sul.

Segundo Magali, os alunos manifestaram sua preferência pelos cardápios que apresentam refeições ou lanches salgados. “No dia da nossa inspeção, por exemplo, foi servido em um dos intervalos, feijão, arroz integral, frango e salada. Fiquei impressionada com a aceitação das crianças do turno matutino, comendo muito bem as saladas”, descreve. Entre os alunos do Ensino Fundamental, aliás, a pesquisa de satisfação mostrou que as crianças estão satisfeitas com a merenda.

Na sequência das inspeções, os auditores internos trabalham para finalizar um relatório de inspeção que será enviado à Secretaria de Estado da Educação e à empresa contratada para que providenciem a resolução de possíveis problemas. Esta é a segunda etapa do projeto Auditoria Cidadã especificamente na merenda escolar. No ano passado, os auditores inspecionaram o serviço em 50 escolas da Grande Florianópolis.

Com informações da Assessoria de Comunicação da SEF/SC 

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Auditores internos inspecionam projetos executados por entidades com recursos do Estado

Auditores internos do Poder Executivo inspecionaram, na última semana, 33 entidades privadas sem fins lucrativos que receberam dinheiro do Estado entre 2013 e 2015. O objetivo da operação era verificar se as chamadas transferências voluntárias foram aplicadas conforme previsto em convênio firmado com o governo e se trouxeram benefícios à sociedade. No ano passado, esses valores alcançaram a cifra de R$ 800 milhões.

“Todos os detalhes desses convênios já estão à disposição do cidadão no portal SCtransferências. É possível saber quem está recebendo o dinheiro, o valor recebido, os fornecedores contratados e, claro, o que foi feito de bom para a sociedade com o recurso. As visitas in loco reforçam o trabalho de auditoria”, explica o diretor de Auditoria Geral, Augusto Piazza.

A operação Transferência contou com 32 auditores internos que inspecionaram 37 objetos de convênios referentes as entidades privadas sem fins lucrativos. Um relatório será produzido pela Auditoria Geral para subsidiar os gestores estaduais com informações sobre o cumprimento dos convênios. O balanço inclui recomendações para melhorar o repasse de transferências voluntárias de recursos.

“Precisamos estar vigilantes na execução dos convênios, inibindo situações irregulares ou ilegais que prejudicam a sociedade e a imagem institucional do Estado. Esse é o objetivo do projeto Auditoria Cidadã, saber se os recursos investidos estão refletindo em qualidade de vida para a sociedade”, afirma o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni.

Sobre a Auditoria Cidadã

O projeto Auditoria Cidadã, lançado neste ano, já realizou outras duas inspeções, além da operação Transferências. Na operação Merenda Escolar, em abril, um grupo de 26 auditores internos percorreram 50 escolas da rede estadual de ensino na Grande Florianópolis para inspecionar a adequação da merenda escolar. Em maio,  na segunda operação, batizada de Emergência, os auditores internos inspecionaram as emergências dos dez maiores hospitais e maternidades de gestão própria do Estado com o objetivo de verificar a qualidade do atendimento emergencial hospitalar ao cidadão.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda

“A empresa deve reparar integralmente o dano que causou”, frisa ministro da CGU

O ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, destacou que as empresas envolvidas em atos de corrupção no âmbito da Lava jato precisam devolver recursos desviados dos atos de corrupção. A declaração foi feita durante a palestra de abertura do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna, ocorrido em Curitiba, no Paraná.

Durante o evento, Simão detalhou como deve ser o trabalho de prevenção, apuração e combate a ilícitos nas organizações. “É preciso garantir que a empresa repare integralmente o prejuízo que ela causou, que coopere com as investigações e que adote um programa de integridade para que esses atos não sejam cometidos novamente”, frisou o titular da CGU.

O ministro reiterou também o quanto é essencial que organizações tenham mecanismos fortalecidos de controle e auditoria. “É importante o fortalecimento da área de controle interno e auditoria. Os profissionais devem contribuir para que as empresas adotem programas de integridade e medidas efetivas que evitem a prática de atos lesivos. Depois do ato praticado e o dinheiro desviado, é muito difícil a sua recuperação”, pontuou.

Simão ressaltou, também, que de acordo com a Lei Anticorrupção é competência da CGU a celebração de acordos de leniência. Atualmente, a Controladoria-Geral da União trabalha com processos de responsabilização de 29 empresas no âmbito da operação Lava Jato, sendo seis delas com manifestação de interesse em fechar um acordo de leniência.

Ministro-chefe da CGU ao lado do presidente do IIA Brasil, Andre Marini
Ministro-chefe da CGU ao lado do presidente do IIA Brasil, Andre Marini

Com informações da CGU