Dia do Auditor Interno: o cidadão tem um aliado 🔎📊💻

Hoje, 20 de novembro, comemoramos o Dia do Auditor Interno, um profissional que nem sempre aparece em destaque entre as carreiras da Administração Pública, mas que merece todo o reconhecimento, por uma razão simples: são os olhos do cidadão sobre o gasto público. Esse servidor é um importante aliado na árdua tarefa de combater a corrupção, mesmo que essa (difícil) missão seja um compromisso de todos, enquanto sociedade.

Uma pequena equipe, com pouco mais de 60 auditores internos são os responsáveis pela fiscalização da aplicação da despesa e realização dos gastos públicos de todo o Estado. Só no último ano, o trabalho desenvolvido pela Diretoria de Auditoria Geral da Secretaria de Estado da Fazenda gerou uma economia direta de mais de R$ 20 milhões, entre retornos financeiros viabilizados, desembolsos evitados e créditos a ressarcir. Além do auxílio na melhora dos processos de gestão.

Outro trabalho de destaque dos auditores internos é a transparência dada aos recursos transferidos voluntariamente pelo Estado. Santa Catarina é o único Estado da federação a disponibilizar os dados em nível de detalhamento bem superior ao exigido pela Lei de Acesso a Informação. Qualquer cidadão pode ter o conhecimento das informações por meio do Portal SCtransferências (www.sctransferencias.sc.gov.br).

O controle interno dos órgãos e entidades do Estado e o controle social, exercido pelo cidadão, podem e precisam andar de mãos dadas. Você na qualidade de cidadão pode ajudar a combater a corrupção e o desperdício do dinheiro público.

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Colunista do Diário Catarinense destaca o projeto Aluno Auditor

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Congresso de auditoria interna comprova fortalecimento da carreira na América Latina

O Congresso Latino-Americano de Auditoria Interna (CLAI), organizado pelo Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil), consolidou-se como o evento mais importante para os Auditores Internos da América Latina. Representando a Diretoria de Auditoria Geral (DIAG), as auditoras internas Maria Eliane Furlan e Simone de Souza Becker participaram do congresso. Mais de 1200 participantes estiveram reunidos em Foz do Iguaçu  durante os dias 21 e 24 de outubro de 2018.

A Palestra de abertura foi proferida por Richard Chambers, presidente e diretor Executivo do The IIA (The Institute of Internal Auditors), com o tema “Auditores internos como Consultores Confiáveis – Alavancar a confiança para promover o sucesso organizacional.” Chambers centrou sua apresentação nos atributos (pessoais, relacionais e profissionais) que considera necessários a um Auditor Interno “como conselheiro confiável”:

  • Ter comprometimento ético com os atributos de Integridade, coragem e accountability; 
  • Ter foco em Resultados; 
  • Ser intelectualmente curioso, ou seja, não basta saber o que aconteceu, mas saber as causas;
  • Ser um bom comunicador, saber se relacionar. A auditoria não é um concurso de popularidade. O auditor deve encontrar o “tom certo”, de forma que fique claro que a sua intenção alinha-se aos objetivos da organização.
  • Exercer uma liderança motivadora;
  • Ser um pensador crítico, um curioso intelectual, usar raciocínio e lógica para avaliar as informações e considerar as alternativas;
  • Possuir expertise técnica ampliada para conhecer o ramo em que atua;
  • E acima de tudo estabelecer uma cultura de confiança. A cultura de confiança é o que vai fazer a diferença para todos da organização.
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O local do próximo congresso nacional da carreira já foi anunciado e acontecerá em Florianópolis (SC), em setembro do próximo ano

“O auditor interno tem que estar geneticamente centrado em Risco. Não estar apenas confortável com as três linhas de defesa porque protegem a instituição, mas fomentar valor para a Instituição”, explicou ele, ao completar: “conselheiros de confiança precisam continuamente desafiarem-se  e reinventarem-se”.

Na sequência, foi proferida em Plenário a palestra de Naohiro Mouri, Presidente Global do Conselho do The IIA com o tema “Enfatize o Básico. Eleve os padrões. Para ele,  valor do auditor interno é ajudar o negócio a fazer melhor as coisas. Portanto é preciso estudar para cada trabalho, pois não o auditor interno não produz objetos (carros, doces), ele produz relatórios, então, tem como matéria prima o conhecimento. “Em três anos, 50% do trabalho será realizado por máquinas, então, o que resta aos seres humanos? Pensar, criar e continuar a calibrar os algoritmos.

“O CLAI mostrou-se um evento de alto nível técnico, com participantes de mais de uma dezena de países e cujas palestras convergiram para a importância da contribuição da Auditoria Interna para a mitigação dos riscos da entidade, sempre com foco no resultado do negócio, seja ele na área pública ou privada”, resumem Maria Eliane e Simone.

De acordo com Braselino Assunção, diretor geral do IIA Brasil, uma das entidades promotoras do Clai, o sucesso do congresso – que teve que encerrar as inscrições antecipadamente devido a alta procura – retrata o quanto a profissão vem sendo valorizada pelo mercado. “Os auditores estão nos holofotes dos grandes acontecimentos. São eles os guardiões da ética e governança corporativa e a melhora dos níveis de transparência e confiabilidade de uma organização, passa, efetivamente, pelo crivo desses profissionais”, comenta Assunção.

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Para as auditoras internas Maria Eliane Furlan e Simone de Souza Becker, o CLAI mostrou-se um evento de alto nível técnico

Outros destaques da programação:

Além de experts internacionais, o congresso foi palco da apresentação de estudos globais com a pesquisa produzida pela Deloitte, em conjunto com o IIA Brasil Os resultados de um extensivo levantamento realizado com 1.156 empresas de 40 países (sendo 143 no Brasil), revela os atuais desafios e tendência da auditoria interna, no país. Entre os dados que chamam a atenção, mais de 40% dos líderes da carreira no Brasil participantes da pesquisa, acreditam que sua área tem forte impacto e influência dentro da organização. Outro dado importante revela que a maioria dos executivos entrevistados no país (93%) acredita que suas organizações estão cientes das habilidades e dos serviços da área de Auditoria Interna, e 87% avaliam que suas áreas são vistas de forma positiva ou muito positiva dentro da organização.

No último dia do congresso, Mauro Ribeiro, Procurador da Fazenda Nacional e Diretor de Governança e Avaliação de Empresas Estatais, falou sobre a implantação da Lei das Estatais (13.303/16) que passou a entrar em vigor nesse ano. “Nossa constatação é que ainda há imenso desconhecimento das auditorias internas sobre a abrangência e de detalhes da lei,”, afirma Ribeiro.

O evento teve ainda a curiosa apresentação de Bernardinho do Volleyball – um dos maiores vencedores da história do esporte que falou para uma plateia repleta de auditores, sobre aspectos de liderança e resiliência que envolve o trabalho de atletas de auto nível, comparando-os com alguns desafios cotidianos de auditores internos.

  • “Auditoria Interna Governamental: Avaliações e Consultorias orientadas à desburocratização e qualidade do gasto” – Valmir Dias, Diretor de Auditoria de Governança e Gestão da CGU;
  • “Jornada na Direção da Excelência” – Jorge da Silva, Auditor Executivo do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID);
  • “Inovação e disrupção – A resposta da Auditoria Interna” – Painel de Debates: Mediador Andre Pannunzio – Sócio PwC Brasil,  Participantes Renato Trisciuzzi – Membro do Conselho do The IIA (The Institute of Internal Auditors) e do IIA Brasil Rosana Napoli – Sócia de Auditoria Interna e GRC da PwC,  Tom Gouvêa Gerth – Diretor do Itaú Unibanco Holding S.A Javier Ferrer – Diretor Geral de Auditoria do Grupo Salinas;
  • “COSO ERM – Integrating with Strategy and Performance” (integrando estratégia e performance) proferida por Paul Sobel, Vice-presidente / Executivo Chefe de Auditoria da Georgia-Pacific e Presidente do Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO). Em sua apresentação Sobel destacou que a gestão de risco não é uma coisa que ocorre em momento isolado, mas deve estar no DNA da empresa, sendo encorajado e integrado a cada atividade. Gestão de riscos não tem a ver apenas com gerenciar coisas ruins, mas olhar especialmente para estratégia e desempenho;
  • Governança de Empresas Estatais – Evolução das Iniciativas de Implementação dos requerimentos da Lei 13.303/2016” – Painel de Debates “Deloitte/IIA Brasil – Palestrante Paulo Vitale. Mediador Edson Cedraz.  Participantes Gustavo Chaves,  Mauro Ribeiro,  Marcelo Fridori;
  • “Perspectivas da auditoria Interna Governamental” – Gustavo Chaves – Controladoria Gral da União.