Nova gestão do Badesc comemora resultados

O Badesc, agência de financiamento de investimentos do Governo de Santa Catarina, apresentou avanços em 2019. O banco obteve lucro líquido de R$ 44,5 milhões, 51,2% mais que o do ano anterior, reduziu despesas administrativas em 25% e elevou em 8,3% a carteira de crédito. Para 2020, o objetivo é ampliar a liberação de crédito, incluindo recursos internacionais porque o Badesc obteve avaliação de risco por agência internacional, a Fitch. O auditor interno do Estado Cristiano Socas da Silva integra a atual gestão da instituição e comemora esses resultados. Atualmente no cargo de diretor de Operações, Socas passou pela Secretaria da Fazenda onde atuou como assessor do diretor de Auditoria Geral e foi também o primeiro Controlador-Geral da Alesc.

Para apresentar os resultado da nova equipe técnica, o diretor-presidente Eduardo Alexandre Machado concedeu recentemente uma entrevista para a jornalista Estela Benetti (NSC Total), para qual ele fez um balanço dos resultados gerais do banco e comentou ainda sobre recursos internacionais, inadimplência, oferta de recursos e programa Juro Zero.

Leia a entrevista na íntegra, clicando aqui

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Garantir o trabalho de Auditoria Interna em todo Estado é indispensável no combate à corrupção

No Poder Executivo, os Auditores Internos orientam a boa gestão dos recursos públicos. Esses servidores de carreira são responsáveis em verificar se os gestores públicos trabalham em conformidade com a legislação, ou seja, eles investigam para reduzir os gastos públicos, evitando desperdícios, desvio de recursos, superfaturamento em obras, inadequada prestação dos serviços e contratações irregulares.

A operação realizada em sete hospitais estaduais para verificar a execução dos contratos de lavanderia é um exemplo do trabalho realizado. O objetivo foi avaliar o cumprimento do contrato, pois este é um serviço importante para o bom funcionamento de um hospital. Anualmente, sua manutenção demanda um investimento de cerca de R$ 23 milhões para todo o Estado. Por isso, em parceria com o Imetro/SC, a primeira conferência realizada foi nas balanças, já que o serviço é pago de acordo com o peso das roupas e enxovais. Para conferir a prestação do serviço, as equipes de Auditores Internos deslocaram-se todos os dias em quatro diferentes horários aos hospitais selecionados.

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(Foto: Julio Cavalheiro / Secom)

Este é um trabalho indispensável para o desenvolvimento de mais ações e programas governamentais que a sociedade necessita. “Para que ele continue trazendo resultados para todos os catarinenses no combate à corrupção, no entanto, é importante que esses servidores tenham autonomia para se deslocarem de forma ágil e eficiente em todo Estado”, explica o presidente do Sindiauditoria, Rodrigo Stigger Dutra. A entidade segue defendendo a necessidade de boas condições de trabalho, justamente porque entende que essa atividade é essencial para garantir que o dinheiro arrecado pelo Estado seja aplicado de maneira correta e eficiente, evitando a corrupção.

Os Auditores Internos formam uma equipe multidisciplinar, capacitada para orientar sobre como utilizar os mecanismos de controle interno para aprimorar a execução de políticas públicas importantes para o desenvolvimento econômico e social. E mesmo que a rotina pareça bastante burocrática, cheia de relatórios, revisões de contrato e editais, inspeções e atendimentos, o foco destes servidores é um só: ser os olhos e braços dos catarinenses para prevenir e combater a corrupção em todo o território catarinense.

Rodrigo Stigger Dutra integra missão na Dinamarca com a organização Transparência Internacional

O auditor interno do Estado Rodrigo Stigger Dutra participa, em Copenhague, na Dinamarca, da etapa de formação do projeto “Integridade nos Estados brasileiros”. Nesta fase, representantes de sete unidades da Federação recebem treinamento em temas relacionados à luta contra a corrupção e à promoção da integridade. No programa, uma série de debates e treinamentos em temas relacionados à luta contra a corrupção e à promoção da integridade. Além, é claro, de encontros com agentes públicos locais e visitas as instituições para a troca de experiência.

Essa é a terceira missão internacional de Dutra, que já passou pela Croácia e Bulgária em 2016 e pela Indonésia em 2018. “Além de aprender muito com os excelentes colegas de várias partes do nosso Brasil, essa missão é particularmente importante para conhecer o modo de viver dinamarquês e assim melhor entender o poder da confiança para impulsionar o bem-estar social”, explica o servidor. A viagem que começou no dia 2 de dezembro termina no próximo dia 15.

O projeto é pilotado pela organizaçãoTransparência Internacional, com apoio do Projeto Diálogos Nórdicos e em parceria com embaixadas da Dinamarca. Para construir essa iniciativa, eles partiram de um fato: os estados brasileiros, em geral, ainda se encontram defasados no processo de avanço no arcabouço legal e institucional anticorrupção em comparação ao que se verificou no nível federal. Além disso, os Estados são os principais responsáveis pelo provimento de serviços públicos essenciais, como educação, saúde e transporte. Como a corrupção no nível local afeta diretamente o dia a dia de milhões de brasileiros, eles acreditam que é de suma importância somar os esforços dos governos estaduais a essa luta.

“Parabenizamos os governos que aceitaram o desafio. Eles se beneficiarão da cooperação internacional para enfrentar um dos problemas que hoje mais preocupam o cidadão brasileiro, que é a corrupção. Mas também se comprometem em serem avaliados de maneira independente, pois o nosso papel é prestar máximo apoio, trabalhar junto, mas também cobrar para que as ações realmente saiam do papel”, explica Guilherme France, coordenador de pesquisa da Transparência Internacional no Brasil. 

Em contrapartida, os estados participantes terão de apresentar, em 2020, planos de ação para o médio e longo prazo com as principais estratégias políticas e administrativas para implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, reformas legais e institucionais para a promoção da integridade e transparência. Será necessário apontar ainda quais esforços serão mobilizados para que estes projetos sejam implementados e em que prazo se espera que isso aconteça. Os estados também devem se comprometer a adotar procedimentos de avaliação independente, recomendados pela Transparência Internacional. Além de Santa Catarina, participam do projeto as seguintes unidades da Federação: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rondônia.

“A Dinamarca é um dos países líderes em termos de confiança, transparência e engajamento cívico, sendo atualmente reconhecido como o país menos corrupto do mundo. Contudo, não queremos impor soluções ao Brasil – mais do que qualquer coisa, estamos aqui para inspirar. Achamos que certas coisas funcionaram bem na Dinamarca que podem servir de exemplo, mas a realidade brasileira é diferente. Essa troca de conhecimento entre o Brasil e a Dinamarca faz parte do caminho do Brasil em buscar soluções próprias e acredito que o seminário em Copenhague será uma experiência enriquecedora para os participantes”, aponta o Embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz.

A Transparência Internacional é um movimento global que trabalha para que governos, empresas e o cotidiano das pessoas estejam livres da corrupção. Para eles, a luta contra a corrupção não é e nunca será um fim em si mesmo. É uma luta por justiça social, realização de direitos e paz. Através de uma presença em mais de 100 países, ele lidera a luta contra a corrupção no mundo. No Brasil, desde 2016, a organização possui uma estrutura própria formada por uma equipe executiva e um Conselho Deliberativo que atua em colaboração com o Secretariado em Berlim e os demais países onde a organização está presente.

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Na Dinamarca, representantes de sete estados brasileiros recebem treinamento em temas relacionados à luta contra a corrupção e à promoção da integridade (Foto: Divulgação)

Com informações de Diálogos Nórdicos e Transparência Internacional