“É pensar grande, agir grande, e, por fim, tornar-se grande”

Desde o dia 1 de maio, o Sindiauditoria tem uma nova diretoria. A frente da nova gestão, o auditor interno Cícero Alessandro Teixeira Barbosa conta para o nosso blog sobre as prioridades da sua presidência e o que espera para este próximo ano. Barbosa foi conduzido novamente ao cargo de presidente durante a última assembleia geral ordinária, ele já ocupou essa função entre 2008 e 2010.

A trajetória profissional dele começou no curso Engenharia Mecânica, passou pela graduação em Educação Física e terminou no bacharelado de Direito. Foi bancário, trabalhou na Caixa Econômica Federal por 18 anos. Passou pelos cargos de caixa, avaliador de jóias e gerente. Começou se preparar para concursos e, antes de chegar ao Poder Executivo, estudou muito para ser procurador do Estado e, pensou até, em seguir carreira na magistratura estadual. Quase foi aprovado também para o cargo de delegado federal, entretanto fora do número de vagas. Foi em 2005 que ele ficou sabendo da aprovação no concurso para a Auditoria Geral da Secretaria de Estado da Fazenda.

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Atualmente, Barbosa atua como gerente de Despesas de Custeio da Diretoria de Auditoria Geral (Foto: Pâmela Raimundo/Divulgação)

Quais os planos da sua gestão? Alguma meta especial?

Apesar das várias conquistas alcançadas no decorrer dessa década de existência do Sindiauditoria, algumas questões de outrora ainda persistem, especialmente quando tratamos da forma e autonomia da atuação do auditor interno no desempenho de suas atribuições. O Sindiauditoria, que como todo sindicato tem por mister obter conquistas aos seus filiados, não pode prescindir de lutar incessantemente para agregar valor tanto à figura do auditor como às ações e aos resultados que derivam de seu trabalho. Para tanto, há de se identificar junto aos seus filiados qual a estrutura que melhor se adequa ao livre exercício de suas atribuições legais, bem as macrofunções inerentes e indispensáveis às atividades de auditoria e controle. Portanto, a reestruturação é a meta (entre outras) especialmente estabelecida para esta gestão.

Como você acredita que o sindicato pode ajudar na valorização profissional?  

O Sindiauditoria pode auxiliar a valorização dos auditores internos de diversas maneiras: lutando diretamente pelas conquistas funcionais junto aos gestores; patrocinando a capacitação profissional de seus filiados por meio da realização de seminários, palestras e cursos, ou mesmo patrocinando eventos que tratem de temas diretamente afeto a esses profissionais ou que a eles digam respeito.

Quais as suas motivações para se candidatar ao cargo?

Foram muitas, mas posso citar que o pedido de muitos colegas foi um grande motivador, juntando a isso a vontade de fazer algo diferente e inovador (afinal em 8 anos do meu último mandato eu também me tornei uma pessoa diferente) que convergisse com os anseios e necessidades dos filiados, pois apesar das muitas conquistas durante esse interregno, observa-se uma inquietação por parte considerável dos filiados, razão pela qual coloquei meu nome à disposição da classe.

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Este ano o Sindiauditoria completou 10 anos de fundação e Barbosa foi o primeiro presidente da instituição, entre os anos de 2008 a 2010 (Foto: Pâmela Raimundo/Divulgação)

A diretoria que forma a sua gestão foi escolhida com qual objetivo?

A quase totalidade da Diretoria é composta por ex-integrantes da diretoria fundadora do Sindiauditoria, que tive o prazer de presidir. Assim, em face da alta sinergia que obtivemos no desenvolvimento dos trabalhos pretéritos, e que redundaram em grandes conquistas, esperamos que o produto final da nossa gestão ocorra com o mesmo êxito do passado. Trata-se de um grande time com enorme vontade e capacidade para enfrentar e superar os obstáculos que estão por vir.

Uma breve mensagem aos filiados:  

Os filiados são o Sindiauditoria, este não existe sem aqueles. Sem o filiado, o Sindiauditoria não tem a quem representar, e sem o Sindiauditoria o auditor interno não tem voz para interceder por ele, quando necessário. É nesse sentido de comunhão que o Sindiauditoria, por meio de sua Diretoria, conclama a cada um de seus filiados a participar ativamente dessa gestão, colaborando com sugestões, participando das reuniões e apoiando o Sindiauditoria nas suas ações, contamos com a colaboração todos. 

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Acompanhado do vice-presidente, Thiago Freitas, e de outros colegas da diretoria, Barbosa visitou os auditores internos no primeiro dia da gestão para trocar ideias e apresentar os objetivos da gestão (Foto: Sindiauditoria/Divulgação)
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Santa Catarina participa da primeira reunião técnica do Conaci de 2018

Começou hoje a 26ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), no Centro de Convenções de Pernambuco, na cidade de Recife. O encontro vai reunir até sexta-feira (13) representantes dos órgãos de controle interno de todo país para discutir os avanços e promover o intercâmbio de práticas e conhecimentos. Representam o Poder Executivo de Santa Catarina os auditores internos Frederico da Luz, Marisa Zikan e Rodrigo Stigger Dutra.

A programação iniciou esta manhã com o Seminário Gestão de Riscos e Controle Interno como Instrumento de Governança, evento aberto ao público e gratuito. A abertura foi realizada pelo presidente do Conaci, Álvaro Fakredin, controlador e auditor-geral do Estado do Rio Grande do Sul, pelo secretário da Controladoria-Geral do Estado de Pernambuco, Ruy Bezerra, e pelo controlador-geral do Município de Recife, Rafael Figueiredo. No período da tarde e ao longo do dia 13 o Conselho discutirá temas importantes para o controle interno, a exemplo da transparência das organizações sociais, da Lei das Estatais, dos resultados e benefícios do Sistema de Controle Interno e do Observatório da Despesa Pública, no âmbito do CONACI. 

Entre outras atividades, os catarinenses colaboram com a apresentação que será realizada sobre Lei no 13.303/2016 (Lei das Estatais), apresentando os avanços e resultados do Grupo de Trabalho que foi criado anteriormente, em outra reunião do Conselho. O texto legislativo dispõe sobre o estatuto jurídico das empresas públicas, das sociedades de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Esta é a primeira Reunião Técnica do Conselho em 2018 e contará ainda com cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2018-2019, formada por representantes do Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo. 

Conaci 2018
A última Reunião Técnica do Conaci sediada no Estado de Pernambuco foi em 2014

Saiba mais

Para descobrir as prioridades da nova diretoria do Conaci, clique aqui

Para conhecer os membros da nova diretoria, clique aqui

 

“Santa Catarina é um Estado muito atuante junto ao CONACI”

O blog do Sindiauditoria conversou com o presidente do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e controlador e auditor-geral do Rio Grande do Sul,  Alvaro Fakredin, sobre os planos da entidade para 2018.

SINDIAUDITORIA – Quais objetivos o senhor fixou no momento da eleição? Hoje, alguns meses depois, eles mudaram?

Não, os objetivos não mudaram. Até porque o Conselho possui um planejamento estratégico definido pelos membros Conselheiros. Nesse sentido, destaco que além da continuidade dos projetos até aqui já definidos como, por exemplo, a participação do Conselho em fóruns como o ENCCLA e IIA, procurarei o aperfeiçoamento das relações internacionais do CONACI junto a organismos como o IA COP – PEMPAL e CRECER, no sentido de se encontrar na cooperação internacional um campo de melhoria de performance e de estudos, que qualifiquem cada vez mais as estruturas dos Estados com vistas a buscar progressivamente a melhoria dos serviços públicos no Brasil. E a função do controle interno e de seus Órgãos de representação constitucional tem muito a contribuir para a melhoria da governança no País. 

SINDIAUDITORIA – Os encontros do Conselho são marcados sempre pelo compartilhamento de experiências. Para o senhor essa é uma das principais contribuições do CONACI?

As reuniões técnicas e também o Encontro NacionaI não têm só a função de fortalecer o diálogo entre os entes da federação, mas sobretudo servem para a troca de tecnologias entre estes entes. O diálogo entre os órgãos é um objetivo intrínseco que sempre ocorre; e cada vez está mais aperfeiçoado. Hoje somos 51 membros em contato permanente, o que tornou a troca de informação entre os Controladores dos Estados, dos Municípios e outros órgãos afiliados um processo muito mais direto, simples e ágil. E isso é inegável que tem gerado um efeito muito positivo. Independente disso, a busca de novas tecnologias para melhoria dessa área de govern são a principal virtude desses encontros.

SINDIAUDITORIA – Quais são as pautas importantes para este ano? Quais serão as prioridades para as reuniões de trabalho?

Dentre as prioridades, está a continuidade das parcerias e ações, como já referido, junto às organizações internacionais e às organizações nacionais. O CONACI já realizou algumas missões internacionais, e agora também participarei de uma missão na Bélgica. Outra prioridade são as publicações do CONACI em parceria com a Editora Fórum, que vamos efetivar a partir desse ano. Outro foco que vamos ter esse ano é a continuidade dos grupos de trabalho com discussões de temas importantes como, por exemplo, o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro que são feitas na ENCCLA. Além de continuar este trabalho de busca de melhorias e desenvolvimento para os órgãos de controle interno, procuraremos continuar a pautar as discussões que estamos fazendo no Congresso Nacional através da proposta de emenda constitucional, o PL 45/2015, e outras discussões que envolvem o controle interno em nível de legislação. Esperamos realizar ótimas reuniões técnicas neste 2018, com as valiosas contribuições das unidades da federação que serão as sedes de nossas reuniões técnicas, como Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, e do nosso Encontro Nacional, o belo Estado do Amapá, que nos acolherá provavelmente em setembro deste ano.

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Alvaro Fakredin é presidente do Conaci e controlador e auditor-geral do Rio Grande do Sul

SINDIAUDITORIA – E qual a contribuição de Santa Catarina?

Santa Catarina é um Estado muito atuante junto ao CONACI, seja na pessoa do seu Auditor Geral, Augusto Piazza, ou dos seus demais auditores-representantes, que muitas vezes fazem parte das reuniões técnicas. Santa Catarina tem sido um grande parceiro, porque sempre capitaneia ações importantes por vezes, liderando em grupos de trabalho, e está sempre disponível para as discussões que envolvem a melhoria do controle governamental do Brasil. Nós tivemos, em 2017, uma reunião técnica realizada em Florianópolis de muito proveito técnico. Em agosto de 2017, o Estado organizou o Seminário “Auditoria, Controle Interno e Gestão de Riscos”, que está sendo levado pelo CONACI para várias regiões do Brasil. Outro belo exemplo que vem dos catarinenses, no campo de auditoria interna, é o projeto da Auditoria Cidadã.

SINDIAUDITORIA – Para terminar, essa eleição ao cargo de presidente tem uma importância pessoal para o senhor, não?

Evidente que presidir o CONACI é uma grande honra para qualquer cidadão, especialmente para quem, como eu, milita na área do controle governamental há muito tempo, desde 1989. A minha trajetória pessoal é muito ligada a isso, o que torna efetivamente uma grande honraria estar à frente do Conselho. Veja bem: eu comecei a trabalhar em contabilidade e auditoria aos 13 anos, aos 16 já era técnico em contabilidade e aos 17 comecei a trabalhar como auditor independente nas condições de trainee. Eu venho de uma família que tem tradição na área de auditoria e controladoria, tanto na área privada quanto pública, assim como na perícia judicial. Na perspectiva da minha história familiar, isso coroou uma trajetória que há muito tempo iniciou com meu avô paterno vindo do Líbano e meu avô materno vindo do Uruguai, são imigrantes que vieram para o Brasil e construíram suas famílias no trabalho e nos estudos. Por isso, hoje presidir o CONACI é de uma grande alegria e uma função de extrema importância para uma trajetória profissional como a minha.