Em Pernambuco, o auditor interno catarinense fala sobre a implantação do IA-CM no Estado

O auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Strigger Dutra participou do Seminário “Observatório da Despesa Pública e IA-CM: Modelos de Atuação no Fortalecimento do Controle Interno” organizado pela Escola de Controle Interno da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado do Pernambuco. O evento ocorreu na última sexta-feira, 10 de maio, em Recife.

Durante sua palestra, Dutra partilhou sobre a implementação do modelo de IA-CM em Santa Catarina e partilhou também sobre a experiência do governo da Indonésia. Em abril de 2018, ele participou de uma visita técnica ao país, organizada pelo Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e Banco Mundial, com o intuito de promover a troca de informações, experiências e soluções na implantação e desenvolvimento do IA-CM.

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Em Pernambuco, o auditor interno do Poder Executivo Rodrigo Stigger Dutra falou da experiência catarinense na implantação do IA-CM (Internal Audit Capability Model)

 

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Gestão de riscos na administração pública é tema de seminário em Florianópolis

Encontrar maneiras de reduzir as ameaças à administração pública e melhorar o uso de recursos financeiros estão entre os objetivos do Seminário “Gestão de Risco para a Boa Governança: o papel da Auditoria Interna”, que ocorreu no último dia 7 de maio. O encontro, realizado no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, reuniu gestores, servidores e técnicos do Governo do Estado para um dia de atualização e debates sobre a auditoria interna contemporânea, seu viés de agregar valor às instituições, por meio da melhora da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, controle e governança.

“O tema é muito relevante porque temos que conhecer o risco, fazer a prevenção, o cenário e elaborar as respostas para esses problemas. As companhias de seguros, os bancos, estão muito acostumados a fazer esse tipo de trabalho, e nós do setor público também temos que fazer, porque só vamos ver o efeito de uma má gestão de risco no futuro. É o Estado que sofre as consequências”, afirmou o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli, na abertura do encontro. Como exemplo, estão casos em que o governo precisa se assegurar que uma empresa contratada para realizar uma obra complexa terá competência técnica para finalizá-la ou em garantir segurança jurídica para fazer um contrato de serviço terceirizado.

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A Diretoria de Auditoria Geral promoveu o evento em parceria com o Conaci, o Banco Mundial e apoio do Sindiauditoria (Foto: James Tavares/ Secom)

Para o professor Luiz Felipe Ferreira, que assumirá a Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC) e representou o governador Carlos Moisés no evento, o seminário é muito importante neste momento em que a reforma administrativa tramita na Assembleia Legislativa. “O Estado irá ganhar uma unidade autônoma de gestão de riscos que virá a ser a CGE. Queremos desmistificar o viés exclusivamente fiscalizatório do órgão, porque ele terá o papel de potencializar e alavancar a atuação dos auditores internos da SEF para o uso correto do recurso público e a boa gestão”, disse o futuro controlador-geral do Estado.

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Para o o professor Luiz Felipe Ferreira o seminário é muito importante neste momento em que a reforma administrativa tramita na Assembleia Legislativa (Foto: James Tavares/ Secom)

Importância do controle interno

Durante a primeira palestra do evento, a especialista em Gerenciamento Financeiro do Banco Mundial, Susana Philomeno Amaral, abordou a importância da utilização do Controle Interno como ferramenta para alavancar resultados. “Ele deve ter um papel ativo na reformulação administrativa das organizações e a gestão deve ser pró-ativa, com responsabilidade dos gestores e participação efetiva das equipes de trabalho”, afirma. Na sequência, o tema foi “Auditoria Interna Governamental como instrumento de agregação de valor à Administração Pública”, apresentado pelo coordenador Geral de Métodos, Capacitação e Qualidade da Controladoria Geral da União, Sérgio de Paula. “O Controle Interno está presente no dia a dia e na execução das tarefas dos gestores no Poder Público, por isso a importância de discutir o tema. Transformar a sociedade , entregar bons serviços ao cidadão e atender as demandas sociais são obrigações do Estado”, pontua. “Antes o foco da auditoria interna era o controle e os processos. Agora o objetivo é verificar e gerenciar os riscos para alcançar as metas e mitigar as ameaças”, explica.

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Susana Philomeno Amaral (Banco Mundial) destacou a importância do Controle Interno para alavancar resultados (Foto: James Tavares/ Secom)

Ciclo de seminários 

O evento faz parte do ciclo dos seminários programados para o primeiro semestre de 2019, originado da parceria entre o Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) e o Banco Mundial. A parceria das instituições tem como intuito principal promover o desenvolvimento do Controle Interno no país, por meio da conscientização dos gestores sobre a sua importância, para alcançar resultados de forma segura e transparente. Além de promover padronização de conceitos entre os profissionais da área.

Confira as datas dos próximos seminários : 

10 de maio – Recife (PE)

17 de maio – Belo Horizonte (MG)

31 de maio – João Pessoa (PB)

05 de junho – Rio de Janeiro (RJ)

10 de junho – São Paulo (SP)

Auditores internos capacitam servidores sobre folha de pagamento

Em parceria com a Fundação Escola de Governo ENA, os auditores internos do Poder Executivo realizaram na tarde da última quinta-feira, 25 de abril, em Florianópolis, a 3ª capacitação para os servidores estaduais que trabalham nas unidades de controle interno do Estado e utilizam o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH). A ferramenta foi pensada para otimizar os gastos da folha de pagamento e ajudar a evitar erros e pagamentos indevidos.

A equipe é coordenada pelo auditor interno Sérgio Augusto Michalczuk e conta com a participação de Clóvis Coelho Machado e Maurício Martins Arjona e do administrador Wladimir Dalfovo. Participaram deste encontro representantes das secretarias da Saúde, Infraestrutura, Agricultura, Administração, Turismo e Esporte e da Defensoria Pública do Estado.

Em números

A folha de pagamento dos servidores do Governo do Estado de Santa Catarina custa anualmente cerca de R$ 12,3 bilhões aos cofres públicos. A atuação destes servidores está distribuída nas mais diversas áreas, como por exemplo na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Juntos eles formam o corpo que move o Poder Executivo na missão de servir à sociedade catarinense. Gerenciar e controlar toda essa estrutura de recursos humanos é um trabalho de grande vulto, que precisa ser compartilhado entre gestores de diferentes secretarias e entidades para que a Administração Pública possa avançar.

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Na foto, da esquerda para direita, Wladimir Dalfovo (SEA) e os auditores internos do Poder Executivo Clóvis Coelho Machado, Maurício Martins Arjona, Sérgio Augusto Michalczuk (coordenador)