Florianópolis será sede do Conbrai 2019 em setembro

As inscrições para a 39a edição do Congresso Brasileiro de Auditoria Interna estão com preço promocional até o dia 31 de março de 2019. Este ano, o evento ocorrerá de 15 a 17 de setembro em Florianópolis e abordará o tema “Tecnologia e inovação para a auditoria interna”.  Reconhecido nacionalmente, o Conbrai é também uma celebração do avanço e sucesso do setor no País. Os organizadores esperam receber mais de 800 profissionais durante os três dias de programação.

O valor deste primeiro lote é de R$ 2.190,00 (ao invés de R$ 3.000,00) e inclui Certificado de participação com aproximadamente 14 horas de conteúdo técnico a serem convertidos em 16 créditos de CPE; Participação em todas as palestras das plenárias e as palestras simultâneas (distribuídas por temas variados e condicionadas à escolha do congressista); Entrada exclusiva para o Coquetel de abertura e Coquetel de confraternização; 4 coffee-breaks; 2 almoços; Download das palestras autorizadas; E brindes. Para participar, basta acessar o site e inscrever-se. O Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil) é a entidade que promove o Conbrai.

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Em 2018, o Conbrai  deu lugar ao Congresso Latino-Americano de Auditoria Interna (CLAI) em Foz do Iguaçu, no Paraná 

Serviço

O quê – Conbrai (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna)

Quando – 15 a 17 de setembro em Florianópolis

Informações –  https://iiabrasil.org.br/conbrai/

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Ceará recebe a primeira Reunião Técnica do Conaci deste ano

A 30ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (CONACI) já tem data e local confirmados : Aracati, no Ceará, dias 28 e 29 de março. O evento ocorrerá no Hotel Long Beach, na Praia de Canoa Quebrada, e será promovido pela Controladoria Geral do Município de Aracati (CGM/Aracati) em parceria com o CONACI.

Como em todos os anos, o encontro irá reunir representantes dos órgãos de controle interno de todo país para discutir os avanços na área e promover o intercâmbio de experiências e conhecimentos.

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Símbolo da Praia de Canoa Quebrada (foto: Silveira Neto/Flickr)

Um novo ciclo de otimismo e muito trabalho para as auditorias

*por Rene Andrich

O final de um ciclo é oportunidade de renovação. Temos o momento de prosperidade, depois vem a recessão, a depressão e pôr fim, a recuperação e a desejada bonança. Nas organizações isso não é diferente. Um ciclo começa quando tudo vai bem e todos estão ganhando. Aí vem a recessão: juros e salários ainda altos, contrastando com uma queda na demanda. É o começo da depressão, caracterizada pela ociosidade e desemprego. É o fundo do poço. O ponto é que essa não é uma ciência exata. Ninguém sabe quanto tempo cada ciclo durará, até que volte o crescimento.

Passamos nos últimos anos por momentos difíceis que contribuíram para mudanças importantes que hoje estamos vivenciando. Começou com o desmantelamento de práticas que corroíam as riquezas produzidas por grandes organizações públicas. Avançamos no fortalecimento de práticas de governança, destacando a importância de fatores como o amplo acesso a informações pelas partes interessadas; a transparência, garantindo a essas partes o mesmo tratamento; a equidade, tornando público os seus atos e assumindo integralmente suas consequências; a prestação de contas e por fim zelando pela viabilidade econômica financeira das organizações; a responsabilidade corporativa.

Temos vivido momentos de renovação, com fortalecimento nas organizações de estruturas de auditoria interna, controles internos, riscos, conformidade e mecanismos de prevenção e investigação de fraude. Tivemos também o início do vigor da Lei 13303/2016, direcionada a empresas públicas e sociedades de economia mista, que ficou conhecida como a “Lei das Estatais”. Ela veio a ditar regras para o fortalecimento da governança dessas organizações, blindando essas empresas contra interferências de cunho político partidário. Temos que permanecer alertas e não permitir nenhum retrocesso nesse aspecto.

E para citar apenas algumas mudanças, tivemos por fim a promulgação da lei 13709/2018, que trata da proteção de dados digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade, e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

As organizações estão passando por intenso processo de transformação digital. Acompanhar essa evolução é condição de sobrevivência para profissionais de contabilidade e auditoria. Na contabilidade, o blockchain está promovendo importantes mudanças. Ao invés de contas e partidas dobradas, temos blocos conectados por um identificador único, em uma cadeia continua.

Na auditoria, a robotização, a inteligência artificial, a utilização da mineração de dados, as análises preditivas e a auditoria contínua, deixaram para trás os métodos tradicionais de se auditar. Serão cada vez mais necessários profissionais com conhecimento em tecnologia e estatística, que entendam o ambiente cultural da organização e que estejam intensamente conectados com o negócio.

Há de se enfatizar também que a figura do auditor policial que foi formada na cabeça dos nossos gestores deve ficar definitivamente no passado. Assim seguiremos em frente, não mais apenas protegendo o valor das organizações, mas muito mais adicionando valor, contribuindo para que atinjam seus objetivos estratégicos e tenham seus ciclos de vida estendidos. É isso que espero para 2019; um ano energizado, repleto de desafios e de muito sucesso para todos nós.

 

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Rene Andrich é presidente do Conselho de Administração do Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil (Foto: IIA-Brasil/Divulgação)