Começa o maior evento de auditoria interna já realizado no Brasil

Começou o Congresso Latino-americano de Auditoria Interna (Clai), com recorde de mais de 1100 profissionais inscritos. Representam a Diretoria de Auditoria Geral (DIAG), em Foz do Iguaçu, as auditoras internas do Poder Executivo Maria Eliane Silva Furlan e Simone de Souza Becker. Durante os quatro dias de programção estão previstos mais de 30 painéis e debates, que destacarão questões envolvendo Lava Jato, Lei Anticorrupção, compliance, auditoria governamental, prevenção a fraudes, Data Analytics e auditoria da Tecnologia da Informação. Também estão previstos debates inéditos com a presença de gestores de corporações internacionais.

Este é o maior evento de auditoria já realizado no País. De acordo com Braselino Assunção, diretor geral do IIA Brasil (Instituto dos Auditores Internos do Brasil), uma das entidades promotoras do Clai, a realização do congresso foi aguardada com enorme expectativa. “Os auditores estão nos holofotes dos grandes acontecimentos. São eles os guardiões da ética e governança corporativa e a melhora dos níveis de transparência e confiabilidade de uma organização, passa, efetivamente, pelo crivo desses profissionais”, comenta Assunção.

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As auditores internas do Poder Executivo Maria Eliane Silva Furlan e Simone de Souza Becker representam os colegas de Santa Catarina no evento

Malha Fina de Convênios com o Governo Federal 

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) desenvolveu sistema que utiliza a tecnologia de aprendizado de máquina (em inglês, machine learning) para análise automatizada das prestações de conta em transferências voluntárias da União. Com base nas características de cada convênio ou contrato de repasse, a ferramenta reconhece padrões e permite prever, com elevado grau de precisão, o resultado da análise de contas, no caso de avaliação manual por servidores dos órgãos federais concedentes. A inovação foi apresentada, nesta segunda-feira (22), durante a programação do Clai.

Na prática, a aplicação – espécie de “Malha Fina de Convênios” que verifica os instrumentos firmados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) – utiliza algoritmos e se baseia numa nota de risco para medir a probabilidade de aprovação ou reprovação das contas. A metodologia combina também a emissão de alertas gerados nas trilhas de auditoria aplicadas pela CGU, na busca por padrões pré-definidos de indícios de impropriedades ou irregularidades, as quais são classificadas em três categorias: descumprimento de norma; conflito de interesse; e falhas na execução financeira, a exemplo de pagamentos a fornecedores fora da vigência do convênio.

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A programação do evento segue até quarta-feira (24) com debates inéditos e a presença de gestores de corporações internacionais (Foto: IIA-Brasil/Divulgação)
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