Sindiauditoria comemora 10 anos de fundação

10 anos parece pouco, mas você já parou para pensar o quanto o mundo mudou de lá para cá? Se pensarmos somente do ponto de vista tecnológico, YouTube e Facebook, por exemplo, estavam récem começando nos Estados Unidos e as palavras smartphone, aplicativo, selfie e hashtags não faziam parte das nossas conversas. Com a velocidade que o mundo caminha hoje, completar uma década é bastante representativo. No dia 24 de abril de 2008, os auditores internos do Poder Executivo deram o primeiro passo para formalizar as necessidades da categoria e hoje nós estamos aqui para comemorar essa decisão.

Ao longo do tempo, a forma de fazer auditoria interna evoluiu no Poder Executivo catarinense e o Sindiauditoria acompanhou essas transformações. Menos reativos e mais voltados para a resolução dos problemas, antes que eles se tornem um prejuízo para o Estado, os auditores internos hoje são verdadeiros parceiros dos gestores públicos na orientação sobre a melhor forma de aplicar os recursos e evitar o gasto inadequado.Através da promoção de eventos, do incentivo a capacitação e de parcerias institucionais, o sindicato acabou contribuindo também com esse novo patamar da profissão.

Para o atual presidente do Sindiauditoria, Clóvis Renato Squio, a instituição tem duas frentes bem definidas na sua missão. “Internamente, sendo um agente de mudança, fomentando novas interações e práticas, buscando a coesão entre os auditores internos para que cada vez mais nossos trabalhos agreguem maior valor à sociedade. Externamente, representando a categoria nas mais diversas instâncias e fóruns, estabelecendo parcerias e levando o nome da Auditoria Interna do Poder Executivo ao cotidiano dos gestores e da população em geral”, explica. Para ele, a valorização profissional é decorrente da relevância dos trabalhos apresentados e da adequada divulgação dos resultados obtidos. “É justamente quando nosso trabalho gera maior valor para a população que são criadas as condições para obtenção de reconhecimento e prestígio profissional”, conclui.

O Sindiauditoria é obra de muitas ideias e de muitas mãos. Vários são os personagens dessa história que contribuíram para a formação e o aperfeiçoamento da instituição todos esses anos. “Cabe aqui agradecer a cada filiado, pela sua confiança e pelo seu comprometimento. Agradecer as pessoas que se dispõem a trabalhar voluntariamente como membro da diretoria, nesta e em outras gestões, e que fazem o sindicato continuar forte e indispensável para a nossa carreira. Vale agradecer também aos nossos parceiros que contribuem com a nossa luta”, comenta Squio.

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Um pouco da nossa história

A ideia do sindicato surgiu em um momento em que os auditores internos, na sua maioria oriundos do concurso de 2006, sentiam a necessidade de um órgão de representação da categoria. Era uma época muito preocupante, já que alguns direitos estavam sob ameaça. Além disso, existia uma real necessidade de modernizar o trabalho de auditoria interna em Santa Catarina e ao mesmo tempo de pensar a função pública como uma carreira. “Depois de ter participado voluntaria e, às vezes, intrometidamente em reuniões de temas que interessavam à categoria, cheguei numa das reuniões da GEAUP (Gerência de Auditoria de Contas Públicas) e falei: precisamos nos organizar em um sindicato para ter nossos direitos defendidos. Curiosamente e, para minha surpresa, o Rafael Palmares falou: – vamos fazer isso agora!”, recorda o primeiro presidente do Sindiauditoria, Cícero Teixeira, que recentemente foi conduzido ao cargo para a gestão 2018-2019.

As atividades sindicais debutaram com uma visita na Assembleia Legislativa para apresentar o trabalho desenvolvido pelos auditores internos aos parlamentares. “Atuamos ativamente e com total êxito pela defesa dos direitos que estavam sendo ameaçados. Obtivemos vitórias nos pleitos remuneratórios e com a participação de vários colegas, que sequer integravam a diretoria do sindicato, elaboramos projetos de trabalhos referentes à racionalização de recursos públicos que, mais tarde vieram a ser concretizados”, conta, ao lembrar que as dificuldades foram muitas, mas houve algumas passagens que motivaram todos a seguir em frente.

Teixeira lembra ainda de algumas histórias, como das inúmeras tentativas para falar com o secretário da Fazenda. “Eu chegava diariamente no gabinete e ficava na sala de espera sentado num sofá vermelho aguardando o momento de “atacar” o secretário antes que ele entrasse no gabinete. Algumas vezes era bem sucedido, outras não. Fiz isso tantas vezes que já era confundido com a decoração da sala”, brinca. Um dia, ao encontrar o então secretário adjunto, Almir Gorges, ele recebeu as palavras que precisava para não desistir: “Com um ar bastante tranquilo, que lhe era peculiar, ele me falou ‘Cícero, eu passo todos os dias e te vejo sentado aí. Algumas vezes vejo o desânimo nos teus olhos, mas te digo que eu, que já fui presidente do Sindifisco, também sentei neste sofá por muitos dias e, às vezes, também desanimava, mas te afirmo que valeu a pena, assim como valerá a pena esse teu esforço, o tempo dirá’”.

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