“Santa Catarina é um Estado muito atuante junto ao CONACI”

O blog do Sindiauditoria conversou com o presidente do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) e controlador e auditor-geral do Rio Grande do Sul,  Alvaro Fakredin, sobre os planos da entidade para 2018.

SINDIAUDITORIA – Quais objetivos o senhor fixou no momento da eleição? Hoje, alguns meses depois, eles mudaram?

Não, os objetivos não mudaram. Até porque o Conselho possui um planejamento estratégico definido pelos membros Conselheiros. Nesse sentido, destaco que além da continuidade dos projetos até aqui já definidos como, por exemplo, a participação do Conselho em fóruns como o ENCCLA e IIA, procurarei o aperfeiçoamento das relações internacionais do CONACI junto a organismos como o IA COP – PEMPAL e CRECER, no sentido de se encontrar na cooperação internacional um campo de melhoria de performance e de estudos, que qualifiquem cada vez mais as estruturas dos Estados com vistas a buscar progressivamente a melhoria dos serviços públicos no Brasil. E a função do controle interno e de seus Órgãos de representação constitucional tem muito a contribuir para a melhoria da governança no País. 

SINDIAUDITORIA – Os encontros do Conselho são marcados sempre pelo compartilhamento de experiências. Para o senhor essa é uma das principais contribuições do CONACI?

As reuniões técnicas e também o Encontro NacionaI não têm só a função de fortalecer o diálogo entre os entes da federação, mas sobretudo servem para a troca de tecnologias entre estes entes. O diálogo entre os órgãos é um objetivo intrínseco que sempre ocorre; e cada vez está mais aperfeiçoado. Hoje somos 51 membros em contato permanente, o que tornou a troca de informação entre os Controladores dos Estados, dos Municípios e outros órgãos afiliados um processo muito mais direto, simples e ágil. E isso é inegável que tem gerado um efeito muito positivo. Independente disso, a busca de novas tecnologias para melhoria dessa área de govern são a principal virtude desses encontros.

SINDIAUDITORIA – Quais são as pautas importantes para este ano? Quais serão as prioridades para as reuniões de trabalho?

Dentre as prioridades, está a continuidade das parcerias e ações, como já referido, junto às organizações internacionais e às organizações nacionais. O CONACI já realizou algumas missões internacionais, e agora também participarei de uma missão na Bélgica. Outra prioridade são as publicações do CONACI em parceria com a Editora Fórum, que vamos efetivar a partir desse ano. Outro foco que vamos ter esse ano é a continuidade dos grupos de trabalho com discussões de temas importantes como, por exemplo, o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro que são feitas na ENCCLA. Além de continuar este trabalho de busca de melhorias e desenvolvimento para os órgãos de controle interno, procuraremos continuar a pautar as discussões que estamos fazendo no Congresso Nacional através da proposta de emenda constitucional, o PL 45/2015, e outras discussões que envolvem o controle interno em nível de legislação. Esperamos realizar ótimas reuniões técnicas neste 2018, com as valiosas contribuições das unidades da federação que serão as sedes de nossas reuniões técnicas, como Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, e do nosso Encontro Nacional, o belo Estado do Amapá, que nos acolherá provavelmente em setembro deste ano.

Alvaro Fakredin (1)
Alvaro Fakredin é presidente do Conaci e controlador e auditor-geral do Rio Grande do Sul

SINDIAUDITORIA – E qual a contribuição de Santa Catarina?

Santa Catarina é um Estado muito atuante junto ao CONACI, seja na pessoa do seu Auditor Geral, Augusto Piazza, ou dos seus demais auditores-representantes, que muitas vezes fazem parte das reuniões técnicas. Santa Catarina tem sido um grande parceiro, porque sempre capitaneia ações importantes por vezes, liderando em grupos de trabalho, e está sempre disponível para as discussões que envolvem a melhoria do controle governamental do Brasil. Nós tivemos, em 2017, uma reunião técnica realizada em Florianópolis de muito proveito técnico. Em agosto de 2017, o Estado organizou o Seminário “Auditoria, Controle Interno e Gestão de Riscos”, que está sendo levado pelo CONACI para várias regiões do Brasil. Outro belo exemplo que vem dos catarinenses, no campo de auditoria interna, é o projeto da Auditoria Cidadã.

SINDIAUDITORIA – Para terminar, essa eleição ao cargo de presidente tem uma importância pessoal para o senhor, não?

Evidente que presidir o CONACI é uma grande honra para qualquer cidadão, especialmente para quem, como eu, milita na área do controle governamental há muito tempo, desde 1989. A minha trajetória pessoal é muito ligada a isso, o que torna efetivamente uma grande honraria estar à frente do Conselho. Veja bem: eu comecei a trabalhar em contabilidade e auditoria aos 13 anos, aos 16 já era técnico em contabilidade e aos 17 comecei a trabalhar como auditor independente nas condições de trainee. Eu venho de uma família que tem tradição na área de auditoria e controladoria, tanto na área privada quanto pública, assim como na perícia judicial. Na perspectiva da minha história familiar, isso coroou uma trajetória que há muito tempo iniciou com meu avô paterno vindo do Líbano e meu avô materno vindo do Uruguai, são imigrantes que vieram para o Brasil e construíram suas famílias no trabalho e nos estudos. Por isso, hoje presidir o CONACI é de uma grande alegria e uma função de extrema importância para uma trajetória profissional como a minha.

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