Santa Catarina participa da 23ª Reunião Técnica do Conaci

A 23ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) encerrou nesta sexta-feira (30), em Brasília. O evento, realizado trimestralmente, reuniu seus membros para discussão de pautas sobre governança pública, combate à corrupção, gestão de riscos, entre outros temas ligados à missão da entidade, voltada ao fortalecimento do controle interno nas instituições públicas. Os auditores internos do Poder Executivo Catarinense Frederico da Luz, Marisa Zikan da Silva e Rodrigo Stigger Dutra participaram do encontro para representar a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC).

Na programação, o seminário “Gestão de Riscos e Controle Interno como Instrumento de Governança”, promovido pela Controladoria Geral do Distrito Federal, anfitriã do evento. A conferência é um projeto do Conaci, com apoio do Banco Mundial, que será realizado em todos os estados com o objetivo de apresentar a gestão de riscos como importante técnica para a melhoria da administração pública e conscientizar os gestores máximos do Poder Executivo sobre a necessidade de sua implantação.

Três palestras ocorreram durante esta edição. A primeira foi feita por Marcelo Monteiro da Controladoria-Geral do Ceará, que abordou sobre “A importância de Gestão de Riscos para a Melhoria da Governança”. Em seguida, houve a apresentação “Gestão de Controles Internos – Coso e as 3 Linhas de Defesas, com o palestrante Rodrigo Fontenelle, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A terceira palestra foi “Gestão de Riscos: aplicação do modelo e casos práticos da CGDF”, feita por Paulo Lemos, coordenador de Auditoria de Riscos da Controladoria Geral do Distrito Federal.

Segundo o presidente do Conaci, Roberto Amoras, as reuniões técnicas do Conaci consolidam-se como uma oportunidade para manter sempre atualizada a agenda de atividades do conselho. “A frequência dos eventos e o comprometimento dos seus membros permitem o melhor alinhamento de estratégias e o avanço efetivo das ações. Para este evento, tivemos deliberações importantes e temas relevantes a foram debatidos”, ressaltou. Entre os pontos de destaque, as decisões sobre a agenda administrativa do conselho, tais como a apresentação de relatórios de missões internacionais e das atividades de grupos de trabalho, como as que tratam das parcerias com o Banco Mundial e com a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla).

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Os auditores internos catarinenses com o anfitrião do evento, o controlador geral do Distrito Federal, Henrique Ziller (foto: Divulgação/Sindiauditoria)

Destaque catarinense

Dos quatro grupos de trabalho que o Conaci mantém em parceria com o Banco Mundial, Santa Catarina coordena um, responsável pela legislação. “Ontem apresentamos o andamento das atividades e definimos que teremos como produto final a consolidação da legislação sobre sistema de controle interno no Brasil e das propostas de projeto de lei”, explica Dutra, após sua apresentação. Segundo ele, a ideia é estudar melhor esses dois pontos para construir um documento único com as propostas sobre as características dos sistemas de controle interno no País.

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O auditor interno Rodrigo Stigger Dutra fez sua apresentação durante a programação desta quinta-feira (29) em Brasília (Foto: Divulgação/Sindiauditoria)

Gestão de Riscos

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) – por meio da Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) – também participou desta edição. Na ocasião, o secretário Federal de Controle Interno, Antônio Carlos Leonel, ressaltou que a gestão de riscos é fundamental para mudar o contexto fiscal severo e desafiador que atinge o país. “Gerenciamento de risco não é somente para atender controles. É melhorar a gestão e a entrega de resultados à sociedade. Atualmente, o maior risco de auditoria é direcionarmos os esforços de controle para situações que não trazem retorno à população”, afirmou.

A CGU publicou, em junho, a Instrução Normativa (IN) nº 3/2017 que aprova o referencial técnico de auditoria interna governamental do Poder Executivo Federal. Uma das principais mudanças é o alinhamento da atividade aos conceitos de gestão de riscos e governança, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta MP/CGU nº 01/2016. Além disso, a CGU tem investido na capacitação de servidores federais. Desde o ano passado, foram capacitados aproximadamente 3,5 mil servidores na área de gestão de riscos.

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