Pente fino na folha de pagamento dos servidores gera economia para o Governo do Estado

Para identificar incorreções na folha de pagamento do funcionalismo estadual antes de seu processamento definitivo, os Auditores Internos do Poder Executivo realizam um monitoramento contínuo dos contracheques de servidores do Governo do Estado. Somente em 2016, esta ação de controle interno evitou que Santa Catarina desembolsasse mais de R$ 8,3 milhões indevidamente e ainda identificou mais de R$ 9,7 milhões a serem ressarcidos aos cofres públicos.

A Diretoria de Auditoria Geral (DIAG), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC), desenvolve ações para promover a eficiência nos processos de trabalho do sistema administrativo de gestão de pessoas de toda a estrutura do Poder Executivo estadual. A seleção dos casos passíveis de análise nesse monitoramento é feita por meio da utilização de rotinas e técnicas de auditoria, principalmente de trilhas automatizadas. O trabalho tem como foco a atuação preventiva e é efetuado sobre o total de contracheques dos servidores públicos constantes nas bases de dados dos sistemas informatizados de recursos humanos todos os meses.

Para citar um exemplo, é realizado mensalmente o cruzamento dos dados do SISOBI (Sistema de Controle de Óbitos) do Ministério da Previdência com as bases de dados estaduais, o que em 2016 representou uma economia de R$ 1.607.885,78. Essa rotina de controle propicia maior celeridade no bloqueio de eventuais pagamentos indevidos. Além disso, outros pagamentos em desacordo com a legislação foram identificados (benefícios, auxílio alimentação, horas extras, servidores já exonerados).

Em parceria com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria (CGU), o Observatório da Despesa Pública (ODP. Santa Catarina), estrutura que funciona dentro da DIAG, identificou também servidores que recebiam os benefícios do Programa Bolsa Família de forma indevida e uma lista com todos os nomes foi encaminhada ao Ministério Público para providências judiciais.

Na administração estadual, a DIAG se posiciona também como um centro de informações estratégicas para os gestores públicos. A melhoria da organização administrativa gera um impacto econômico positivo a longo prazo. Estima-se que desde 2013, a Diretoria tenha gerado uma economia potencial de R$ 251,03 milhões. Esses valores são resultado direto de uma série de atividades e projetos pilotados pelos auditores internos do Poder Executivo.

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