ENTREVISTA: “Queremos mostrar que o auditor interno é essencial para a gestão de uma organização”

Braselino Carlos Assunção acaba de assumir a presidência executiva do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA-Brasil), cargo que já ocupou também entre os anos de 2012 e 2013. Assunção é ainda diretor de Controladoria, Planejamento e RI do Banco do Estado do Pará, uma das maiores instituições financeiras da região norte do país. No banco, também é membro do conselho administração e já atuou como chefe do núcleo de auditoria e superintendente de controles e gerenciamento de riscos da entidade.

SINDIAUDITORIA – O senhor assumiu a presidência do IIA-Brasil recentemente. Pessoalmente, qual é a sua expectativa e principal motivação para liderar essa nova gestão?
Braselino Carlos Assunção – Minha expectativa é aproximar cada vez mais a comunidade de auditores internos do Brasil de seu Instituto. Hoje, temos aproximadamente 45 mil auditores em atuação no País e somente 4500 (10%), são associados do IIA-Brasil. Para que isso aconteça vamos trabalhar muito para disponibilizar mais cursos e treinamentos de qualidade a fim de atender todos os segmentos de auditoria, tanto na área pública quanto na iniciativa privada. Minha maior motivação em voltar a liderar essa nova gestão – fui presidente do Instituto no biênio 21012/2013 – é um sonho grande; de tornar o IIA Brasil o terceiro maior Instituto de auditoria do mundo. Hoje ele ocupa a quinta colocação.

SINDIAUDITORIA – Como o senhor avalia o crescimento da valorização da profissão de auditor interno no Brasil? 
Braselino Carlos Assunção – Em um período de extrema dificuldade do País, a profissão destoa da crise e é cada vez mais valorizada. Uma das provas desse bom momento foi a realização da 37a edição do Conbrai (setembro de 2016), histórica, com quebra de recorde em participação, com quase 700 profissionais, em um evento pago. Outros fatos que comprovam essa ótima fase são os resultados da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Global de Auditoria Interna (The IIA). O estudo destacou-se que 86% dos auditores internos ouvidos em todos os continentes, pretendem continuar na área por no mínimo cinco anos. No Brasil, o patamar é de 80%, em linha com os resultados globais. Os dados refletem perspectivas positivas e otimistas quanto à carreira.

SINDIAUDITORIA – E no setor público, qual é na sua opinião a principal contribuição que esses profissionais podem dar? 
Braselino Carlos Assunção – A princípio a contribuição é a mesma que no segmento privado. Ajudar na melhoria dos processos de governança, gestão de riscos e controles internos e assim contribuir para auxiliar o gestor público a alcançar os objetivos de suas unidades, quer seja uma secretaria de estado, um posto de saúde ou uma empresa pública. Este papel de auxiliar a gestão  tem sido reforçado com as regulações sobre boa governança e gerenciamento de riscos e controles que estão sendo incorporados à área pública de forma mais clara nos últimos anos. Um exemplo é a Instrução Normativa 001/2016 da CGU que orienta na estruturação de um modelo de governança e gestão na esfera da administração federal e nos diversos entendimentos do TCU e TCE’s recomendando estas práticas. A intenção é deixar claro a as instituições necessitam efetivamente de auditores internos exercendo seu papel de avaliadores da eficácia e eficiência  do sistema de gestão e controles implantados. O processo visa assegurar seu funcionamento ao longo do tempo. Neste sentido, a formação e capacitação deste profissional é preponderante e o IIA-Brasil está desenvolvendo ações para prover esta formação.

SINDIAUDITORIA – Para 2018, quais são as prioridades do IIA-Brasil? 
Braselino Carlos Assunção – A nossa principal prioridade será a consolidação da posição do Instituto como órgão representativo e aglutinador da comunidade de auditores do país. Temos expertise e as principais certificações profissionais do mundo disponíveis. Queremos mostrar às corporações privadas e públicas que o auditor é essencial para a gestão de uma organização, seja ela de que tamanho for, e que os profissionais necessitam de apoio e aprimoramento técnico que atendam aos mais exigentes padrões internacionais. Nosso projeto é de ampliar a imagem do Instituto como uma entidade ética, referência na oferta de conhecimento e capacitação, alinhada com as melhores práticas da profissão utilizadas no países desenvolvidos.

SINDIAUDITORIA – Quais serão as novidades da próxima edição do Conbrai?
Braselino Carlos Assunção – Ainda estamos celebrando o sucesso do Conbrai 2016. A diretoria do IIA-brasil está em fase final de debates para definir a sede do evento deste ano, com grandes possibilidades de promovermos o evento no Rio de Janeiro. Além disso, estamos definindo keynote speakers internacionais, alguns dos mais relevantes nomes da carreira. Também devemos ampliar a interação e participação dos associados na formatação do evento e ressaltar temas atuais em evidência na mídia, tendo o pragmatismo como um relevante sinalizador.

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Foto: IIA-Brasil/Divulgação
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