Encontro Fazendário debateu os desafios do Brasil e de Santa Catarina esse ano

Crise e oportunidade foram palavras de ordem do Encontro Fazendário 2016, evento anual que reuniu servidores da Secretaria de Estado da Fazenda nesta terça-feira (15), no teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. Os auditores internos do Poder Executivo participaram do encontro com o objetivo de entender os grandes desafios, deste ano, para Santa Catarina e para o país.

Para o vice-presidente do Sindiauditoria, Marco Antônio Barbosa Lopes, o evento foi importante para mostrar que o Estado, embora menos afetado que outras unidades da federação, vem mostrando uma redução efetiva da receita tributária e um aumento no desemprego. “Nesse contexto, de queda na arrecadação, qualificar os recursos públicos é ainda mais importante”, ressaltou o servidor ao lembrar que só no último ano, a Diretoria de Auditoria Geral (DIAG) foi responsável por uma economia de mais de R$ 19 milhões, graças ao trabalho de revisão de contratos, editais, folha de pagamento, licitações e procedimentos.

Lopes também registra que o trabalho desempenhado pelo auditor interno Wanderlei Neves, como diretor de Captação de Recursos e da Dívida Pública, foi destaque. “SC aparece como líder no cenário nacional quando o debate é sobre a dívida dos estados com o Governo Federal”, afirmou. Na parte da manhã, o encontro foi fechado para os servidores.

À tarde, o palestrante convidado, Ricardo Amorim, mostrou em números que nunca o Brasil cresceu tão pouco quanto nos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, acredita em um elevado crescimento após a retomada da confiança no cenário econômico e principalmente político do País. “Quando tivermos a recuperação, ela será muito mais forte do que imaginamos. Disso eu tenho certeza porque existem muitas empresas esperando para investir no Brasil. Somos um grande mercado emergente e quem quer produzir, quer produzir perto de quem vai consumir”, destacou Amorim, considerado o economista mais influente do Brasil de acordo com a revista americana Forbes.

Para Amorim, há muitas oportunidades na crise que a gestão pública deve aproveitar. “É o momento de colocar em ordem o que não seria possível fora dela, como a renegociação da dívida que vocês estão fazendo com a União. Sem crise, ela não aconteceria. Esses momentos fazem a gente tomar decisões difíceis que nos tornam mais fortes para agir depois dela”, finalizou o economista.

O secretário Antonio Gavazzoni abriu o evento destacando os motivos que levaram Santa Catarina a uma situação privilegiada diante dos demais estados brasileiros nesse momento de retração econômica: “Quando decidimos não elevar carga tributária, não jogamos o peso da estrutura pública para a sociedade catarinense. O reflexo disso é que somos o Estado mais competitivo em termos tributários, tanto que temos uma agenda cheia de investidores buscando informações do Estado”, comentou.

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Foto: Jaqueline Noceti / Secom
Com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda
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