Auditores internos comemoram 20 anos de dedicação ao serviço público  

Os primeiros passos da auditoria interna, em Santa Catarina, começaram a se fortalecer no dia 22 de novembro de 1995. Há exatos 20 anos, um grupo de auditores internos iniciou o caminho para construir a Diretoria de Auditoria Geral (DIAG) da Secretaria de Estado da Fazenda. Como todo início, foram os desafios e os aprendizados que fortaleceram o grupo. Hoje eles comemoram a conquista de espaço e ampliação da atuação da categoria dentre do Poder Executivo.

“Em 1995, quando a Leatrice Lima e eu entramos na auditoria, a Ana Cristina S. W. Mazotini, o Caio Jamundá e o Wanderlei Pereira das Neves já estavam no Estado. O Márcio Cassol Carvalho entrou no dia seguinte; depois vieram a Clarice Taffarel, o Telbas Mauri da Silveira e o Valdor Angelo Montagna”, recorda a auditora interna Gisele Rafaeli. E completa: «Ocupávamos uma sala no segundo andar do prédio da SEF. O piso era sinteco falhado, com carpete por cima. A tecnologia que tínhamos disponível era uma calculadora de mesa, daquelas ligadas na tomada. As consultas à legislação eram feitas na biblioteca, em material impresso».

Gisele explica que, com poucos recursos, era impossível ter ideia do que fazer. Além disso, não haviam outros auditores internos para lhes mostrar o caminho; estavam todos já aposentados. «Então, fomos escolhendo os assuntos e os órgãos a serem auditados, para aprender e fazer auditoria, tudo ao mesmo tempo. Folheamos muitos processos, desenvolvemos check lists de auditorias e modelos de relatórios. Foi um passo de cada vez, mas fomos conquistando respeito», explica, ao destacar que era difícil planejar as auditorias, pois apagavam incêndios o tempo todo e eram poucos para realizar todo o trabalho exigido.

Em 1999, com a reforma do prédio, o piso foi trocado, as mesas e armários foram padronizados, as cadeiras novas eram giratórias e cada um ganhou um computador em sua própria mesa. «Facilitou muito, pois pudemos pesquisar legislação por meio da Internet, ver como outros órgãos faziam o trabalho deles, ver exemplos que antes não estavam ao nosso alcance», resume ela.

Após uma luta de muitos anos, foi só em 2005, que eles conseguiram que a Secretaria da Fazenda abrisse concurso para a contratação de novos auditores. «Foi uma alegria geral. Tivemos condições de dividir melhor as atividades, criando quatro gerências, e como cada auditor tinha afinidade com determinado assunto, a escolha para qual gerência ir foi natural. Pudemos finalmente ampliar o leque de atividades e hoje somos mais fortes», comemora Gisele.

Hoje em dia

Dentre os 52 servidores públicos lotados na DIAG, 47 são auditores internos do Poder Executivo. Outros 16 auditores internos permanecem exercendo suas atividades em outros órgãos e entidades do Poder Executivo estadual e municipal. O trabalho desenvolvido por eles ajudou o Estado de Santa Catarina a economizar nos últimos quatro anos R$ 121 milhões, entre retornos financeiros, desembolsos evitados e créditos a ressarcir. Além desses benefícios efetivos, a DIAG nesse mesmo quadriênio apurou mais de R$ 150 milhões em benefícios potenciais ao Estado. Ainda assim o trabalho dos auditores internos gera benefícios de ordem qualitativa muitas vezes de difícil mensuração.

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Com informações de Gisele Rafaeli e Márcio Cassol Carvalho

Fotos: Gisele Rafaeli / Arquivo pessoal

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