Média de ausências é de 10 dias por servidor

  

Apesar dos quase 10 mil afastamentos por licença médica registrados entre os 70 mil servidores ativos do Estado em 2012 e da reclamação dos próprios secretários quanto ao excesso de afastamentos, a Secretaria de Administração, responsável pela avaliação dos casos, apresentou, ontem, números que sustentariam a defesa de que os índices são aceitáveis.
Depois de reportagens do DC, governo do Estado divulga levantamento sobre afastamentos de funcionários públicos estaduais por licenças médicas durante 2012 . Saúde e Instituto de Previdência lideram na estatística que considera o número de dias ausentes por trabalhador do setor público. Executivo sustenta que números estão em patamares aceitáveis.
Na noite de ontem, o diretor de saúde do servidor da Administração, Paulo Roberto Coelho Pinto, comentou uma planilha enviada pela assessoria da pasta horas antes que resume o número de dias que as licenças por tratamento de saúde e as licenças em casos de doença de parentes e dependentes, somaram entre 1º de janeiro de 2012 a 7 de janeiro de 2013.
A gerência de perícia médica utiliza como parâmetro o chamado índice de absenteísmo – fórmula usada na área de Recursos Humanos para avaliar o grau de ausência de mão de obra contratada – para afirmar que o volume de servidores afastados não é preocupante. O índice de 2,8% foi apresentado em um e-mail enviado segunda-feira pela gerente de perícia médica Rosana Maffessoni Driessen à assessoria da Secretaria de Administração, considerando que a avaliação do DC era errônea a respeito do tema.

Secretários defendem auditorias nas áreas

Segundo o levantamento, as 9.986 licenças médicas concedidas na época somam 607.360 dias de faltas. Se acrescentadas as licenças para tratamento familiar, o número é de 702.541. Ao comparar a relação dias de ausência por número de servidores no Estado, é possível chegar a um número de 10,11 dias não trabalhados por servidor. O diretor explica que, ainda que os 702 mil dias surpreendam pelo volume, as licenças de servidores não estão em níveis preocupantes. No entanto, o diretor diz não ter documentos que comprovem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como aceitável que este índice chegue a até 10%, como havia sido informado ao DC durante entrevista na última sexta-feira.
Desde domingo, quando o DC começou a publicar os números de licenças médicas concedidas no serviço público estadual em 2012, secretários cujas pastas estão envolvidas no assunto se manifestam com preocupação sobre o tema. Entre o titular da Educação, Eduardo Deschamps, e o secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, a intenção é até fazer auditorias para averiguar possíveis irregularidades.

Fonte: Diário Catarinense

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