Exclusivo

  O Tribunal de Contas (TCE-SC) condenou a Celesc a devolver ao Estado o controle de sua subsidiária SCGás, entregue a grupos privados sem o consentimento da Assembleia Legislativa. Com a transferência, o Estado perdeu o controle de uma empresa que, entre 2000 e 2007, teve receita líquida de R$ 1,7 bi e deu lucro de R$ 236 mi aos demais sócios. O Estado foi escanteado quando a companhia começou a dar altos lucros. A decisão 6188/2012 foi tomada na última sessão de 2012, em 19 de dezembro, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial do TCE. De acordo com ela: 1) a Celesc deve devolver R$ 93 milhões ao Estado; 2) o Estado deve retomar as ações da concessionária SCGÁS; 3) a Agesc (Agência Reguladora dos Serviços Públicos) deve recalcular o preço do gás cobrado desde 2000, considerado abusivo.

Segundo o relator da auditoria, conselheiro Salomão Ribas Junior, “o controle da SCGÁS teve sua transferência feita apenas entre os sócios, mas como ela é uma empresa de economia mista (com investimentos público e privado), qualquer mudança deveria ter sido aprovada pela Assembleia. Quando começou a dar lucro, os sócios simplesmente tiraram o Estado do negócio. Primeiro devemos retomar a empresa, depois vamos apurar os responsáveis pelas irregularidades”.

A auditoria foi tão complexa que exigiu quatro anos.

Tabuleiro de beliche

A coluna de sábado abordou assunto (Emprego para todos), referente à distribuição de nomes para cargos no primeiro escalão do governo estadual. Chamar de reforma não é muito – ou nada – apropriado. Afinal, o que acabou acontecendo foi a retirada de um nome daqui, colocando-o ali, tirando o de lá e nomeando para acolá. O estado se assemelha a um tabuleiro de xadrez, com as peças do jogo sendo mandadas para outros espaços, mas não saindo do tal tabuleiro. Só que tem um detalhe. É tanta gente para encaixar que um tabuleiro de “xadrez de beliche” permitiria acomodar todos que na última eleição ficaram sem ter espaço para comandar e continuar no poder.

Que negócio é esse?

A lotação de 13 mil pessoas no Desafio Internacional das Estrelas, no Beto Carrero World, em Penha, deve ter gerado uma bela arrecadação, computando-se que os valores dos ingressos variaram entre R$ 30 a R$ 280. Assim fica fácil fazer o evento, onde os patrocinadores e o governo estadual garantem o evento com custo zero para os espertos, ficando a bilheteria inteira como lucro. Com certeza a organização deve desejar ficar em Santa Catarina, esse estado de povo e governantes generosos, por muitos anos. Não entendo, se é uma festa para as estrelas do automobilismo, e não existe custo para os organizadores, por que cobrar ingresso?

 

Fonte: Cacau Menezes/Diário Catarinense

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s