Um mês e sem rumo

O governo do Estado e sindicato dos trabalhadores não se entendem, nem sequer voltam a negociar. Enquanto isso, a população sofre com a falta de atendimento nas emergências e o serviço precário oferecido a quem está internado nos hospitais.
A greve na saúde, que começou no dia 23 de outubro, completa um mês sem perspectivas de terminar. Enquanto isso, a situação permanece crítica em unidades como Maternidade Carmela Dutra, Hospital Infantil Joana de Gusmão e no Hospital Celso Ramos, todas em Florianópolis, que recebem pacientes de outras regiões do Estado. Os usuários do SUS sentem as consequências da greve. 
– Viajei três horas de Chapadão do Lageado para uma consulta marcada dois meses atrás. Fiz todos os procedimentos, mas na última hora, meu filho de 10 anos ficou sem atendimento e a gente fica perdida – contava ontem pela manhã, na portaria do Hospital Infantil, Vera Lúcia Eduardo.
O ponto principal da greve gira em torno da hora-plantão. Trata-se de um acréscimo salarial correspondente ao trabalho extra feito pela falta de funcionários. Porém, este ano foram contratados mais servidores. Com isso, o governo sinalizou que deixaria de pagar este acréscimo, pois os novos funcionários cobririam esta lacuna. Mas o sindicato dos trabalhadores quer manter este acréscimo salarial.

Emergências de portas fechadas

A professora Vanessa Soares, 32 anos, teve mais sorte do que Vera Lúcia. Ela conseguiu fazer a ressonância magnética e o raixo-X marcados para filha Isabele, de três anos. A preocupação dela é com o retorno ao médico e uma possível emergência envolvendo a criança.
– Sempre que é algo urgente, trago para o Hospital Infantil, mas fiquei sabendo que a emergência não está funcionando. Se acontecer, não vou saber o que fazer – diz.
Com emergências de portas fechadas e atendimento prejudicado pela falta de funcionários, a Grande Florianópolis vive o retrato mais crítico da greve dos servidores da saúde em todo Estado.
No Hospital Celso Ramos, casos emergenciais são recebidos, mas o paciente pode aguardar entre uma ou duas horas para ter o caso analisado. No Instituto de Cardiologia, em São José, o setor de emergência está parado. Pacientes são encaminhados para o Hospital Regional, onde engrossam a fila de espera.
Com funcionários a menos, os hospitais garantem apenas que quem já estava internado receba atendimento. A mesma situação se vê na Maternidade Carmela Dutra, onde as só cirurgias emergenciais continuam sendo feitas. 

Fonte: Diário Catarinense

 
2) Auditores da Fazenda colocaram roupa branca e foram conferir na UTI do Hospital Regional São José os servidores faltosos para cortar o ponto.
 
Fonte: Visor
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