O controle interno proativo atua junto e se antecipa

  A função tem novas exigências com as mudanças que se impõem tanto na esfera pública como na privada. É preciso ser auditor interno proativo. Esse foi um dos focos da presidente do Conselho Nacional de Auditoria Interna, Angela Silvares, no CONBRAI, em Gramado. Ela falou sobre o assunto com o presidente do SindiAuditoria, Rodrigo Stigger Dutra.

Blog SindiAuditoria – Na sua opinião, o que gestor público espera do trabalho do auditor público?

Angela Silvares – Basicamente a perspectiva do gestor é de um trabalho de parceria e consultoria. Ele espera que o controle interno ofereça maior segurança a suas ações e também auxilie na confecções de objetivos institucionais, promovendo assim a adição de valor aos processos administrativos.

Blog SindiAuditoria  – Quais as vantagens e avanços que são promovidos com a adoção do controle interno proativo? Que vantagens são ofertadas à sociedade em geral?

Angela Silvares  – O controle interno proativo atua junto, se antecipa, entra naquele ciclo da difusão forte da cultura de gerenciamento de risco;  faz a verificação do alinhamento do planejamento da atuação do gestor, a supervisão da gestão de risco e sua mitigação. Ele integra o planejamento e a gestão; atua na gestão e impulsiona a gestão do conhecimento,  a boa governança, a transparência e o controle social. Atua e tem uma ênfase muito grande na prevenção e o controle social. E basicamente, influencia no gasto público.

Blog SindiAuditoria – A partir da sua experiência no Conaci,  pode avaliar como está hoje o controle interno no país.

Angela Silvares  – Estamos promovendo, de novo,  a atualização da pesquisa com o perfil dos órgãos de controle internos no país. Mas posso adiantar que há uma diversificação muito grande com vários focos de atuação e várias estruturas funcionais. E por isso, estamos trabalhando uma regulamentação jurídico funcional para que a gente busque um modelo de controle interno no país. A necessidade de regulamento jurídico-funcional a que me refiro é exatamente a PEC 45. Hoje tramita no Senado Federal, já foi aprovada na comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, e esta para ser incluída em pauta no Senado. A importância dela é que PEC vem definir um modelo padronizado de área atuação e modelagem de controle interno no país. Ao definir as quatro macrofuncões, auditoria, corregedoria, controladoria e ouvidoria, eu coloco todos os órgãos de controle pensando e se estruturando para atender as suas funções. E pensando numa carreira específica e como atividade essencial ao controle no país.

Blog SindiAuditoria – A lei de acesso à informação está completando seis meses de vigência. Como a senhora avalia os avanços que a lei proporcionou?

Angela Silvares  –  Apesar do exíguo prazo para a sua implementação, a lei já é um sucesso. A lei veio para ficar, veio para mudar um paradigma, tirando a administração pública do sigilo da informação e trazendo para o campo de acesso à disponibilidade da informação pública acessível e que interessa ao cidadão.

Fonte: Assessoria Imprensa SindiAuditoria

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