BC agora também vai supervisionar conduta de banco

O Banco Central (BC) está estruturando um novo departamento de “supervisão de conduta” do sistema financeiro nacional, afirmou o diretor de fiscalização do BC, Anthero Meirelles. Segundo ele, o BC passará a examinar questões que não digam respeito apenas ao risco financeiro, mas também ao “comportamento” das instituições. A ideia é ter uma visão um pouco mais “geral” delas, incluindo até os riscos de imagem e de reputação, explicou o diretor do BC.
Na sexta-feira, o BC decretou a intervenção do banco BVA, a quinta intervenção em banco nos últimos cinco anos. Segundo Meirelles, o caso do Banco BVA concluiu um “ciclo” de ações desde os problemas identificados no PanAmericano. Meirelles participou nesta segunda-feira do 33º Congresso Brasileiro de Auditoria Interna (Conbrai), em Gramado, no Rio Grande do Sul. 
O nome do novo departamento ainda não está definido, mas a expectativa é que esteja em “pleno funcionamento” em 2013, disse o diretor. Segundo Meirelles, a futura estrutura vai ampliar o escopo das operações da autoridade para o controle de ilícitos. A mudança, explicou, é que o BC não irá examinar apenas itens específicos dos balanços das instituições financeiras a partir de reclamações recebidas, mas passará também a avaliar se elas estão aderentes às normas gerais de regulação.

Intervenção em bancos

O diretor de fiscalização do BC disse que com melhores controles, a autoridade já enviou recomendações às instituições com problemas para resolver todos os “pontos de atenção” no sistema financeiro. Meirelles avaliou que o BC tem hoje melhores condições de detectar problemas no sistema financeiro, a exemplo do caso envolvendo o banco Cruzeiro do Sul. Segundo ele, o BC aprimorou no início do ano o sistema de detecção de fraudes que permitiu a identificação de ativos inexistentes nos balanços.
O diretor também comentou que o BC está mais preparado para monitorar dados como o nível de endividamento da população desde que ampliou, em abril, o leque de operações contabilizadas no chamado Sistema de Informações de Crédito. Desde então, todos os empréstimos concedidos pelas instituições financeiras superiores a R$ 1 mil são observados – antes o monitoramento se dava nos volumes a partir de R$ 5 mil.

Fonte: Valor Econômico

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